QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

O fazendeiro Francisco dos Santos separou cinco alqueires de suas terras e fez uma doação para a formação do patrimônio de São Benedito, com a intenção de fundar um povoado ao qual deu o nome de Vila Bela. Concretizando o ato no dia 4 de novembro de 1911, ele fincou um cruzeiro de madeira no centro do terreno, onde deveria ser a praça da matriz, e construiu uma capela.

Em seis anos, o povoado teve duas denominações: Vila Bela e Pitangueiras. Os dois nomes existiram, de certa forma, simultaneamente. Pitangueiras não pegou porque já existia uma cidade, desde 1881, com este nome, a 125 quilômetros de distância em linha reta, na região de Bebedouro.

Documento da Câmara Municipal de Rio Preto, com data de 17 de outubro de 1916, nomeia João Rangel Braga professor para a escola de Vila Bela.

O nome escolhido, Nova Granada, agradou os habitantes uma vez era grande o número de famílias imigrantes de origem espanhola, especialmente nas fazendas. Há uma versão que diz de que o nome Nova Granada seria uma homenagem aos imigrantes espanhóis que trocaram a “estação Granada”, da Estrada de Ferro São Paulo-Goiás, ao lado de Monte Azul Paulista, e vieram morar na vila Pitangueiras. Hoje, a estação Granada se chama Rosário.

No espaço de seis anos, o povoado conheceu uma rápido progresso, o que levou o governador Altino Arantes a assinar, em 30 de outubro de 1917, a Lei Estadual nº 1.561, criando o Distrito de Paz de Nova Granada “com sede na povoação denominada Pitangueiras, no município e comarca de Rio Preto” com as seguintes divisas: começam no rio Turvo, no espigão divisor das fazendas Suterio e Casinhas; seguem por este até encontrar o espigão divisor das fazendas Castores e Talhadas (Talhado) e por este espigão até ao rio Preto, daí seguem pelo espigão divisor das fazendas Bacury e Rangel e pelos espigões que dividem de outras as águas que vertem para o rio Preto até às divisas do distrito de paz de Tanaby; por estas até ao rio Preto e por este abaixo até a sua barra no rio Turvo e por este acima até onde tiveram início estas divisas.

De distrito de paz para a criação do município foram mais oito anos. O governador Carlos de Campos assinou em 19 de dezembro de 1925, a Lei Estadual nº 2.090, criando o município de Nova Granada com as seguintes divisas: começam na barra do rio Preto no rio Turvo, sobem por este até a barra do córrego Casinhas, por este acima até a sua cabeceira principal e, continuando em procura do espigão divisor das águas dos rios Turvo e Preto, seguem por este espigão até ao divisor das águas dos córregos Talhados e Castores, continuando por este divisor até ao rio Preto e por este abaixo até ao ponto inicial.

Por quatro legislaturas consecutivas, de janeiro de 1914 a dezembro de 1925, Nova Granada teve um vereador na Câmara Municipal de Rio Preto: o fazendeiro e industrial Neca Medeiros (Manoel Jorge de Medeiros e Silva) que, entre 1920 e 1922 foi vice-prefeito e assumiu diversas vezes o cargo de prefeito rio-pretense.

Quatro anos após a criação do município, em 1929, conforme registrou o Álbum da Comarca de Rio Preto, Nova Granada ostentava números invejáveis em comparação com outras cidades da região: tinha cinco médicos e três farmacêuticos, quatro dentistas, cinco hotéis, eletricidade e telefone, e um cinema (o Ideal Park) e uma frota de 140 caminhões. E havia três anos que era Paróquia, tendo como pároco o padre Ângelo Bartolomeu que atendia também as capelas de Palestina, Ingaí e Tejo. Entre 1917 e 1925, Rio Preto nomeou os subprefeitos: Flores Mello Lopes, Manoel Neves dos Santos, João Bento Ferreira, Francisco Antônio Nogueira e João Soares da Costa Sobrinho.

A instalação do município aconteceu em 21 de março de 1926, em um domingo chuvoso. A chuva atrapalhou os festejos, mas não impediu a instalação que teve a presença do juiz Antonino do Amaral Vieira, o promotor Álvaro de Toledo Barros, o vereador Nelson da Veiga, que era também redator de A Notícia, o médico Esperidião de Queiroz Lima e vários funcionários da administração municipal e do Fórum de Rio Preto. Às 8 horas, o juiz Antonino do Amaral Vieira empossou os vereadores e, às 9 horas, houve a eleição da mesa, com Neca Medeiros sendo eleito presidente, Miceno Moreira da Silva, vice-presidente e Christiano Braga, secretário; Alfredo Costa foi eleito prefeito e Alcides Alves Ribeiro, vice-prefeito.

Na divisão administrativa e judiciária de 1944, assinada pelo governador Fernando Costa, em 30 de novembro, por meio do Decreto Lei nº 14.334, Nova Granada figura com as seguintes divisas:

  1. a) Com Palestina, começam no rio Preto, na barra do córrego da Cruz, sobem por esta até sua cabeceira do galho da esquerda, vão, daí, em reta, à cabeceira mais oriental do ribeirão do Piau, e por este abaixo até o rio Turvo.
  1. Com Guaraci, começam no rio Turvo, onde deságua o ribeirão do Piau, sobem pelo Turvo até a foz do córrego da Areia.
  2. Com Olímpia, começam no rio Turvo na foz do córrego da Areia, sobem pelo rio Turvo até a embocadura do córrego das Casinhas.
  3.  Com São José do Rio Preto, começam no rio Turvo onde descarrega o córrego das Casinhas, vão por este acima até sua cabeceira mais ocidental, alcançam o espigão mestre entre as águas do rio Turvo e as do rio Preto por este caminham até entroncar com o divisor entre as águas do córrego dos Castores, à direita, e as do córrego do Talhado, à esquerda, pelo qual prosseguem até a barra do córrego dos Castores no rio Preto, pelo qual descem até a barra do ribeirão Barra Grande.
  4. Com Mirassol, começam no rio Preto onde se lança o ribeirão Barra Grande e vão pelo rio Preto abaixo até a foz do ribeirão Jataí.
  5. Com Tanabi, começam no rio Preto, onde desemboca o ribeirão Jataí, e por aquele descem até a barra do córrego da Cruz, onde tiveram início estas divisas.

Fontes: <https://rmriopreto.com.br/municipio-21/>; <https://rmriopreto.com.br/distrito-de-paz-19/> e <https://rmriopreto.com.br/fundacao-19/>