QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

É possível dizer que a fundação de Nova Aliança é o resultado do esforço de quatro povoados tentando se tornar uma cidade com autonomia político-administrativa. Começou com São Sebastião da Fartura, mais conhecida como Itapyrema, que surgiu do lado direito do ribeirão da Fartura (afluente do rio Tietê). Depois, surgiu Santo Antonio do Monte Belo no lado direito do ribeirão Borá (afluente do rio do Cubatão). Itapyrema surgiu no final do século 19 e Monte Belo nos primeiros anos do século 20. Ambos foram duramente castigados por sucessivas epidemias de malária que, quando não mataram, expulsaram a maior parte de seus habitantes.

Os habitantes de Itapyrema e Monte Belo optaram por buscar refúgio no novo povoado que surgiu no espigão dos ribeirões Borá e Fartura, a sete quilômetros, mais ou menos, em direção a Rio Preto, ao qual se deu o nome de Nova Itapirema, em homenagem àquela que fora abandonada, na margem do ribeirão da Fartura, por volta de 1920.

Porém, mais ou menos na mesma época, um grupo de migrantes e imigrantes, formado por Zéffiro Gottardi, Luiz Guilhermetti, Gaspare Traldi (os três nascidos na Itália) e Jorge Galvão, resolveu fundar outro vilarejo, a oito quilômetros de Nova Itapirema, mais próximo de Rio Preto, no local chamado Lagoa.

Segundo o site do IBGE, Nova Aliança teria sido fundada em 1910; mas o site oficial da Prefeitura informa que foi em 1920.

O certo, porém, é que logo foram chegando mais habitantes e o povoado se destacou, inclusive com médicos, como Lino Braile e João Sperandéo.

No dia 28 de dezembro de 1926, o governador Carlos de Campos assinou a Lei Estadual nº 2.174, criando no âmbito do município de Rio Preto, após aprovação do Congresso Legislativo, o Distrito de Paz de Nova Aliança, com as seguintes divisas: começam no ribeirão Borá, na fazenda Francisco Thomaz, divisa dos distritos de Rio Preto com o de Monte Belo, e seguem por estas divisas até ao ribeirão da Fartura, subindo por este e pelo córrego Bem Comprado, até a sua cabeceira, e daí em reta ao encontro das espigões divisores das fazendas (não tem o nome das fazendas na lei), e seguem à direita pelo divisor destas duas últimas até ao ribeirão Borá e por este acima até ao ponto onde tiveram começo.

Dez anos mais tarde, em 26 de dezembro de 1936, o governador Armando de Salles Oliveira assina a Lei Estadual nº 2.796, após aprovação da Assembleia Legislativa, estabelecendo a linha divisória dos distritos de paz de Nova Aliança e Nova Itapirema: começa no ribeirão da Fartura, na divisa das fazendas de Antonio Fernandes Villar e Alfeu Accorsi, em reta, por esta divisa acima, até encontrar o espigão divisor das fazendas Amalia, de Vasco Benfatti, e a de Agisto Regazzi, segue por este espigão até o córrego Borboleta, nas divisas de Benedicto Alves e João Luchini; daí, em rumo ao córrego Borá e, por este acima, até as divisas do distrito de Borborema (o nome correto deve Borboleta).

O decreto nº 7.199, de 1935, que elevou Nova Itapirema à condição de distrito de paz, alterou também as divisas entre os distritos de paz de Nova Aliança e de Borboleta que ficaram estabelecidas pela reta que separa as propriedades de Manoel Ricardo de Lima, Antonio Florindo e Frederico Pinto, todos do lado de Nova Aliança, e as da Jeronymo Moraes e Casselli (antigo terreno de D. Victoria) que ficam do lado de Borboleta, reta essa que vai do ribeirão da Fartura ao ribeirão Borá.

Em 1938, Nova Aliança contava com 260 imóveis construídos na área urbana com um comércio bem desenvolvido e duas máquinas de beneficiar arroz e café e um Grupo Escolar. Na zona rural, havia 3.391.000 de pés de café em produção e um desenvolvido plantio de arroz e outros cereais. João de Oliveira Mafra é o subprefeito e Affonso Sanches Carneiro é seu serventuário do Cartório de Paz, segundo registro do jornal rio-pretense A Folha, edição de 20 de julho de 1938.

O governando Fernando Costa assina em 30 de novembro de 1944, o Decreto-Lei nº 14.334, estabelecendo a nova divisão administrativa e judiciária do estado, criando, entre outros, o município de Nova Aliança, desmembrado do de Rio Preto, englobando três distritos: Adolfo, Mendonça e Nova Itapirema, com as seguintes divisas:

  1. Com José Bonifácio, começam no rio Tietê, na foz do ribeirão da Fartura, sobem por este até a barra da Água Clara.
  2. Com Mirassol, começam no ribeirão da Fartura na barra da Água Clara, sobem pelo ribeirão da Fartura até a reta chamada de Francisco Tomaz.
  3. Com São José do Rio Preto, começam no ribeirão da Fartura, na reta chamada de Francisco Tomaz, seguem por esta reta até o ribeirão Borá.
  4. Com Potirendaba, começam no ribeirão Borá, onde é cortado pela reta chamada de Francisco Tomaz, descem pelo ribeirão Borá até a confluência do ribeirão da Borboleta, seguem daí, em reta, à ponte sobre o córrego do Coqueiral, na estrada de rodagem quem vai à cidade de Catanduva, descem pelo Coqueiral até o córrego da Cachoeira (ou Boa Vista) e por este abaixo até o rio Cubatão (ou Barra Mansa).
  5. Com Irapuã, começam no rio Cubatão (ou Barra Mansa) na foz do córrego da Cachoeira (ou Boa Vista), descem por este até o rio Tietê.
  6. Com Lins, começam no rio Tietê, na foz do rio Cubatão (ou Barra Mansa) e descem por aquele até a embocadura no ribeirão Dourados.
  7. Com Promissão, começam no rio Tietê, na foz do ribeirão Dourados, descem por aquele até a boca do ribeirão da Fartura, onde tivera início estas divisas.

No período de distrito de paz, a Câmara Municipal e o prefeito de Rio Preto, nomearam os seguintes subprefeitos em Nova Aliança:
Zéffiro Gottardi
Manoel Pereira dos Santos
Antônio Rodrigues de Sá
João de Azevedo Barreto
Lino Guerra
José de Assis Ferreira
Ângelo Crespo Perez
João de Oliveira Mafra, em 1938
João Sperandeo
Arlindo de Freitas Castro


Fontes: <https://rmriopreto.com.br/municipio-20/>; <https://rmriopreto.com.br/distrito-de-paz-18/> e <https://rmriopreto.com.br/fundacao-18/>