A meio caminho entre Rio Preto e Santo Antonio do Viradouro surgiu um povoado com dois nomes: Jataí de Cima e Jataí de Baixo, fundado em 4 de julho de 1882, por um grupo de moradores espalhados nas proximidades dos mananciais que banham a região, como o ribeirão Jataí que deu origem ao primeiro nome da cidade. Na verdade, Jataí era ponto de referência para os boiadeiros, tropeiros e mascates que se dirigiam para o povoado Viradouro e as várias fazendas, em especial a venda de Joaquim Chico que era visto como “índio”, mas de índio só tinha a mulher, Ana, de origem caiapó, segundo explica o historiador Antonio Caprio. Índio Chico era o apelido de Joaquim Francisco de Oliveira, filho do português Francisco de Paula Oliveira.
Foi no entorno da venda de Joaquim Chico que o alferes Polinice Celeri, Leonildo Bataglia, João Barboza do Amaral, Hilário de Souza Rozendo, Agostinho Pereira, Manuel Francisco da Silva e Joaquim Euzébio decidiram fundar o povoado. A ideia coroou-se de êxito com a disposição dos casais Francisco de Souza Lopes e Maria Francisca da Conceição, e Joaquim José de Souza e Maria Rosária da Conceição, de doarem uma área para a formação do patrimônio de Nossa Senhora da Conceição. Foram 75 alqueires sobre os quais se ergueu a cidade. Coube ao engenheiro Ugolino Ugolini desenhar a planta da futura cidade de Tanabi e foi ele também que desenhou a praça da matriz, em 1895.
A Lei Estadual nº 35, de 26 de janeiro de 1892, instala em Jataí a 2ª Secção Eleitoral do Distrito de Paz de Rio Preto, no município de Jaboticabal. Em 1895, a 1ª Secção foi integrada por Leonildo Bataglia, Antônio de Almeida Funchal, João Barbosa do Amaral e Polinice Celeri.
Em 8 de outubro de 1901, Polinice é nomeado subdelegado de Jataí e, no mesmo ano o bispo de São Paulo, D. Antônio Cândido de Alvarenga, zelador da Capela de Nossa Senhora da Conceição de Jatahy, ficando no cargo até 1901 e 1902.
No dia 8 de setembro de 1903, foi realizada em Jatahy a festa da Nossa Senhora da Conceição, promovida pelo capitão João Barbosa do Amaral e por João Cassiano. A missa foi celebrada pelo padre Ambrózio Zavattaro, de Rio Preto, com a presença do sacristão, tenente Ernesto de Assis Bemfica. Registro de O Porvir do dia 6 de setembro; porém, na edição do dia 16, o mesmo jornal anunciou a realização do evento como Festa do Divino, informando que houve queima de fogos de artifício preparada pelo tenente Lindolpho Guimarães Corrêa e Bernardino Mendes.
