A história da aviação comercial em São José do Rio Preto teve início em 14 de abril de 1934, quando a Viação Aérea de São Paulo – VASP inaugurou seu o primeiro voo na cidade, estabelecendo a linha São Paulo, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Uberaba. Para a festa de inauguração, veio o presidente da VASP, Antônio de Pádua Leite, que foi recepcionado com banquete no Hotel Camarero, oferecido em nome da cidade pelo prefeito Synésio de Mello e Oliveira.

A aeronave, batizada de Vasp 1, aterrissava e decolava em um campo de aviação localizado na Chácara Mnicipal, onde hoje estão os edificios  do SENAI, APAE e Casa da Cultura. Era o Campinho.
Esse campo era usado pelos pilotos formados por Juvenal Paixão que, em 1938, fundou uma escola de aviadores na cidade. Anunciada em 23 de outubro de 1938, a escola logo chamou a atenção dos futuros pilotos. O sucesso da escola ensejou a criação, em 8 de julho de 1939, do Aeroclube de Rio Preto.

Em 1946, o governo anunciou a construção de um aeroporto no Campinho, mas no início do ano seguinte as obras foram paralisadas, prejudicando a cidade, que ficou sem a rota dos aviões. Hélio Negrelli, então presidente da ACIRP e um dos fundadores do Aeroclube, defendeu a ida de uma comissão de notáveis da cidade à Secretaria de Viação e Obras Públicas para reivindicar a retomada das obras para permitir a volta dos voos. Mas o Campinho continuou sendo usado para pouso e decolagem.

Apesar do descaso governamental, em maio de 1950, a Real Transportes Aéreos inaugurou uma segunda linha ligando Rio Preto a São Paulo, usando os aviões Douglas DC-3. Porém, em dezembro, sete meses depois, o Campinho foi interditado para decolagem de aviões Douglas DC-3. Essa proibição provocou o início de um movimento político na Câmara Municipal para cobrar do governo a construção de um aeroporto na cidade. Ainda em 1950, o vereador Alberto Andaló liderou o movimento que culminou com a aprovação de uma proposta do vereador Bady Bassitt de formação de uma comissão especial de vereadores para tratar do assunto. A comissão foi integrada pelo próprio Bady Bassitt e pelos vereadores Felippe Lacerda e Renor Pereira Braga. O trabalho da comissão não saiu do relatório.

Por alguns anos, a reação política ficou esquecida e a aviação continuou sendo praticada no Campinho, onde embarcavam e desembarcavam os passageiros da Real, que explorava também uma linha para Cuiabá. Em fevereiro de 1956, o vereador Daud Jorge Simão reiniciou o movimento político, desta vez para a mudança do Aeroporto. Ele propôs à Câmara a convocação de entidades representativas e das Câmaras Municipais da região para debater a questão. Para ele, a aviação era uma questão regional e não local e, portanto, era necessário envolver os municípios vizinhos.
O prefeito Alberto Andaló, que assumiu a Prefeitura em 1956, decidiu o funcionamento de um moderno aeroporto era o ponto de honra da sua administração. Foi escolhido um terreno no espigão dos córregos Borá e Piedade, logo atrás das 48 Casas (atual bairro Alto Rio Preto), que começou a operar sem asfalto, assim como era no Campinho. Ainda em 1956, outro requerimento do vereador Daud solicitava a pavimentação do Aeroporto, mas ele retirou a propositura atendendo pedido do prefeito Alberto Andaló que anunciava a intenção do governo estadual de investir na construção do novo aeroporto. Relatório da Secretaria Estadual de Viação e Obras Pública  havia divulgado que o aeroporto de Rio Preto era o de maior movimento do interior do estado, embarque e desembarque de 35.050 passageiros por ano. Uma média de 2.920 passageiros por mês. Diante dos números, o aeroporto de Rio Preto seria o primeiro a receber pavimentação.

No início de 1958, o prefeito Andaló desapropriou um terreno de João Reverendo Vidal para permitir a ampliação da pista do novo aeroporto e possibilitar a conclusão das obras. Neste mesmo ano, em fevereiro, a VASP inaugurava sua agência em Rio Preto, trazendo para a festa o coronel Almir dos Santos Policarpo, comandante da 4ª Zona Aérea, que se prontificou a intervir junto ao governo para a conclusão dos serviços de balizamento do aeroporto, permitindo a inauguração em 19 de março de 1958, com o pouso do avião Scandia, da VASP, às 8h45, trazendo a bordo autoridades estaduais, como Carvalho Pinto representando o governador Jânio Quadros.

Em 1987, quase 30 anos depois, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei do deputado Sylvio Benito Martini dando o nome do sindicalista e ex-vereador rio-pretense Eribelto Manoel Reino ao aeroporto.

Em junho de 1999, o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo – DAESP, inaugurou o novo Terminal de Passageiros do Aeroporto. O velho Terminal foi destinado para embarque e desembarque de cargas. Em 2017, foi inaugurada a ampliação no novo terminal do aeroporto, que passou a contar com 6.630m2 e, em 2018, foi registrado movimento de 768.117 passageiros. O recorde é de 2018, quando foi registrado 787.662 passageiros. Por causa da pandemia do Covid houve uma queda acentuadíssimo nos números de embarque e desembarque: 2020 os números caíram para 319.919 passageiros (menos da metade do movimento de 2018). Em 2023, segundo a Conjuntura Econômica de 2024, o aeroporto retomou os números anteriores à pandemia, registrando um movimento de 734.461 passageiros.

Há alguns anos, discute-se a necessidade de mudança do aeroporto para um local onde comporte uma pista maior para receber voo internacionais. No final de 2024, operam linhas no aeroporto local as empresas Latam, Gol e Azul.

Ver também: Aeroporto e Aeroclube


Fonte: quemfazhistoria.com.br; conjuntura econômica, 2024, pág. 88, edição nº 39.