Associação de Proteção à Infância – A.P.I. –
Instituição fundada em 20 de outubro de 1929, em uma reunião presidida pelo juiz Mário Guimarães, no Fórum de Rio Preto, a Associação de Proteção à Infância rapidamente foi batizada pela imprensa de A.P.I.. Estiveram presentes à fundação o promotor Álvaro de Toledo Barros, os ex-prefeitos Alceu de Assis e Luiz Amâncio Faria Motta e vários advogados, como Luiz Nunes Ferreira Filho, Assonipo de Sarandy Raposo, Antonio Luís da Câmara Leal, João Augusto de Pádua Fleury e Arlindo Carneiro, e João Camarero, Mário Clapier Urbinati, José Spínola Castro, capitão José de Castro, Francisco Duarte da Fonseca e Enoch de Moraes e Castro.
O juiz Guimarães explicou aos presentes que a fundação da instituição cumpria a legislação estadual e que a Secretaria de Estado da Justiça oferecia “todo apoio material e moral para a nova sociedade”. A primeira diretoria foi formada por Álvaro de Toledo Barros, presidente; Sarandy Raposo, vice-presidente; Alceu de Assis e Pádua Fleury, secretários, e José Spínola Castro, tesoureiro.
A primeira reunião da diretoria aconteceu dois meses depois, em 31 de outubro, quando se decidiu formar uma comissão de propaganda para dar publicidade à A.P.I.. Para integrá-la foram convidados Jacintho Angerami, Nelson da Veiga, Alceu de Assis e os redatores dos jornais A Notícia, Manoel dos Reis Araújo, e de O Município, Olympio Rodrigues. Também decidiu-se correr um “livro de ouro” para angariar fundos e mais uma comissão foi formada, com o prefeito Cenobelino de Barros Serra, Augusto Medeiros, João Camarero, Sarandy Raposo e Alceu de Assis. Outra decisão foi a realização de um grande evento cultural a ser levado a efeito pelas jovens Eponina Jalles, Emma Angrisani, Zuila Barbosa Lima, Amnéres Bertellini e Celeste Almeida e algumas senhoras da alta sociedade rio-pretense.
Em 14 de novembro, ainda em 1929, o jornal A Notícia publicou o estatuto da A.P.I. que, em seu artigo primeiro definia os três objetivos principais: a) um abrigo provisório; b) organizar e manter um estabelecimento para educação e ensino profissional destinado aos menores do sexo masculino abandonados ou pervertidos; c) um estabelecimento nas mesmas condições para menores do sexo feminino; d) uma creche para crianças de ambos os sexos que estiverem em estado de abandono, ou forem filhos de pais reconhecidamente pobres. Também neste dia, foi realizado um chá dançante no Rio Preto Automóvel Clube com os salões “ricamente ornamentados para receber aqueles que de coração vão se alegrar em benefício da infância desamparada desta terra”.
No dia seguinte, às 16 horas, houve a cerimônia de lançamento da pedra fundamental para a construção do primeiro prédio da A.P.I. em terreno doado por Luiz Amâncio Faria Motta, na quadra 14, da Vila Esplanada (Boa Vista). A cerimônia teve início às 16h30 ao som da banda musical do maestro Raphael Quaranta e discurso do juiz Mário Guimarães. O padre Joaquim Manoel Gonçalves (que ainda não era monsenhor) deu a bênção, sobre a pedra fundamental foi colocada uma urna com “moedas, selos e estampilhas com a data do dia e exemplares dos jornais A Notícia e Diário de S. Paulo.” Alceu de Assis fez o discurso oficial e Pádua Fleury redigiu a ata do evento.
Doze anos mais tarde, em 1941, em uma chácara existente na saída para Borboleta (Bady Bassitt), começou a construção das obras da nova sede da A.P.I, mas já com o nome de Abrigo de Menores. A A.P.I. e o Abrigo de Menores Dr. Adhemar de Barros são os embriões da primeira Casa dos Menores e deram origem ao Consórcio Intermunicipal da Alta Araraquarense para Assistência à Infância, que virou Instituto Alarme e hoje é o atual Instituto AmAA.
