QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

O primeiro plantio de algodão no Município de Rio Preto, segundo O Porvir, de 23 de agosto de 1908, foi feita naquele ano pelo agricultor Antônio Paes de Camargo, mas só se tornaria um cultura abrangente a partir de 1936, quando Rio Preto e região viveram uma “explosão” na sua produção. Em 1925, o algodão já estava sendo cultivado conforme se pode verificar em um anúncio feito no jornal A Notícia, em 6 de janeiro: “vende-se uma plantação de 20 alqueires de algodão em franco desenvolvimento, com segunda carpa quase concluída, com três sacas de arroz plantados em meio. Distante de Rio Preto dois quilômetros.”

O ciclo do algodão, como o denominou o historiador Roberto do Valle, vai de 1936 até o fim da década de 1960. Por causa do algodão, instalaram-se na cidade e na região grandes empresas como a Companhia Swift do Brasil, fabricando óleo de caroço de algodão, e as algodoeiras Anderson Clayton, Francisco Matarazzo, Sanbra e Saad, e comerciantes independentes como Gabriel Jorge Cury, o Japurá.

Em 1959, os produtores e comerciantes de algodão decidiram fazer uma festa regional e eleger a “Miss Algodão”. Foi eleita a rio-pretense Miriam Véscio. Para a festa, realizada na noite de 15 de agosto, foram contratados o cantor Agostinho dos Santos e a orquestra do maestro Henrique Simonetti. A festa marcou época naquele ano.

Em 1967, José Ulpiano de Almeida Prado anunciava em São José Rio Preto a retomada do algodão, que deveria ser um dos melhores negócios dos próximos dois anos, incentivando o seu plantio. Apesar da euforia, o algodão estava, inexoravelmente, entrando em declínio. As algodoeiras e os grandes armazéns fecharam suas portas.


Fonte: www.quemfazhistoria.com.br