QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

Nascido na cidade paulista de Batatais, José Severino de Almeida, casado com dona Maria Thereza da Rocha, tinha cerca de 60 anos de idade, quando se mudou para a fazenda Bagagem, no município de Olímpia, que ele comprou criando porcos e fabricando banha. Quando os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo – Goiás avançaram de Marcondésia para Olímpia, uma estação foi construída em um povoado chamado Monte Verde e quando chegaram à fazenda Bagagem, nove quilômetros à frente, o trem fazia uma rápida parada que não atendia às necessidades dos fazendeiros locais. Eles reclamaram junto à direção da estrada de ferro e a resposta foi que seria necessário construir uma estação por conta dos próprios fazendeiros.

Em 19 de setembro de 1914, José Severino de Almeida e seus filhos doaram, então, 50 alqueires de terras para formar um patrimônio com o nome primitivo de São José de Severínia, enquanto os vizinhos se encarregaram de construir a estação. No dia da inauguração, os moradores e fazendeiros lotaram o pátio de estação e foram surpreendidos com o nome escolhido pela ferrovia: “Luiz Barreto”, em homenagem ao médico Luís Pereira Barreto (o mesmo que dá nome à atual cidade de Pereira Barreto). Houve um descontentamento geral, pois a maioria esperava que o nome fosse o de Severínia, em homenagem ao doador do patrimônio. O povoado passou a ter dois nomes, um oficial, Luiz Barreto, e um popular, Severínia.

Em 31 de dezembro de 1918, o governador Altino Arantes assinou a Lei Estadual nº 1.642, criando uma escola mista no “bairro de Severínia”, no município de Olímpia. Essa situação continuou com duplicação de nome perdurou até 1 de dezembro de 1921, quando o governador Washington Luís (morador de Batatais) criou o Distrito de Paz de Severínia “com sede na atual povoação de Luiz Barreto”. Com a lei, ficava estabelecido oficialmente a toponímia “Severínia”.

O coronel João Alberto de Lins e Barros, que não era paulista mas foi nomeado interventor no estado de São Paulo por Getúlio Vargas, resolve assinar em 14 de março de 1931, o Decreto nº 4.891-B, mudando novamente o nome do distrito de Severínia para Luiz Barreto, à revelia dos moradores, bem ao estilo dos governos de exceção. Apesar do descontentamento da população, ele manteve o nome, argumentando que se tratava de uma “homenagem ao eminente cientista Dr. Luiz Pereira Barreto, já falecido, que pelas suas virtudes cívicas e privadas, se tornou digno da homenagem que o povo daquele distrito quer tributar à sua saudosa memória.” Segundo o decreto, a mudança atendia a uma representação que lhe fizeram “numerosos moradores do distrito de paz de Severínia.”

Foram sete anos até o governador Adhemar de Barros assinar em 17 de outubro de 1938, o Decreto nº 9.635 devolvendo, definitivamente, o nome de Severínia ao distrito de Luiz Barreto.

Pela Lei Estadual n 1.806, assinada em 1 de dezembro de 1921, o governador Washington Luís, cria o Distrito de Paz de Severínia, com sede no povoado de Luiz Barreto, no município e a comarca de Olímpia, com as seguintes divisas: começam na cabeceira do córrego do Bambú e seguem por esta abaixo até o ponto em que o referido córrego desagua no córrego denominado Ribeirãozinho, daí tomam à direita e encontrando o espigão divisor das águas dos córregos Olhos d’Agua e Bebedouro do Turvo, seguem por ele até que encontrem o leito da linha da Estrada de Ferro S. Paulo a Goyaz, por esta vão até encontrar o kilometro 60, daí tomam à direita, por uma reta tirada deste ponto ao córrego dos Mellos, no perímetro das fazendas Lara Campos e Manoel de Mello; por este córrego abaixo vão até a estrada de rodagem de Olympia e Barretos, e tomando à direita seguem pela referida estrada até ao ribeirão da Cachoeira; pelo ribeirão da Cachoeira acima vão até que encontrem o córrego do Barro Preto e por este acima até a sua nascente mais alta, no espigão divisor das fazendas Palmeiras e Coqueiros; seguindo por esse espigão vão até encontrar o leito da linha da Estrada de Ferro S. Paulo a Goyaz, seguem à direita até o kilometro 51; daí tomando a esquerda por uma reta desse ponto à cabeceira do córrego do Bambú, no ponto de partida.

A Mesa da Assembleia Legislativa, sob a presidência de Victor Maida e os secretários Jayme de Almeida Pinto e Paes de Barros Neto, publica a Resolução Alesp nº 93, em 23 de julho de 1953, determinando a realização de plebiscito no distrito de Severínia, que se pretende seja elevado à categoria de município.

O governador Lucas Garcia Nogueira eleva Severínia à categoria de Município pela Lei n.º 2456, de 30 de dezembro de 1953, desmembrado de Olímpia, com as seguintes divisas:

  1. Com Olímpia, começam no espigão entre o córrego Bebedouro do Turvo, de um lado, e o córrego Olhos d’Água, do outro lado, da cabeceira do córrego da fazenda Santana, pelo qual desce até sua foz no córrego Olhos d’Água; daí vai em reta à cabeceira mais meridional do córrego da fazenda da Gema; desce por este córrego até sua foz no córrego Boa Esperança; segue pelo contraforte fronteiro até o divisor seguindo sempre pelo divisor que deixa, à direita, as águas do córrego do Baixão em demanda da foz do córrego no rio Cachoeirinha.
  2. Com Barretos, começam no rio Cachoeirinha, na foz do córrego do Baixão; sobe pelo rio Cachoeirinha até a foz do córrego da Bagagem. Com Colinas, começam no rio Cachoeirinha, na foz do córrego da Bagagem; sobe pelo rio Cachoeirinha até a foz do córrego de Abílio de Almeida.
  3. Com Monte Azul Paulista, começam no rio Cachoeirinha, na foz do córrego de Abílio de Almeida, pelo qual sobe até sua cabeceira sudocidental, no contraforte entre os córregos das Palmeiras (ou Aurora) e Barro Preto (ou Domiciano).
  4. E com Cajobi, começa no contraforte entre as águas dos córregos das Palmeiras ou Aurora e Barro Preto ou Domiciano, na cabeceira sudocidental do correto de Abílio de Almeida; daí vai, em reta, à cabeceira sudocidental do córrego do Alípio; deste ponto segue por outra reta a cabeceira mais oriental do córrego do Bambu, pelo qual desce até a foz do córrego da Barrinha; segue pelo contraforte fronteiro até cruzar com o espigão que deixa, à esquerda, as águas do Ribeirãozinho e as do córrego Bebedouro do Turvo, e à direita as do córrego Olhos d’Água; continua por este espigão até a cabeceira do córrego da fazenda Santana, onde tiveram início estes limites.

A instalação verificou-se no dia 1 de janeiro de 1955.


 

Fontes: <https://rmriopreto.com.br/municipio-30/>; <https://rmriopreto.com.br/distrito-de-paz-28/> e <https://rmriopreto.com.br/fundacao-27/>