QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

Os primeiros moradores da região onde surgiria a cidade de Palestina instalaram-se entre os anos de 1914 e 1916, ocupando glebas de terras nas áreas banhadas pelos córregos Canoas, Piau e Jardim. Os sites do IBGE e da Prefeitura Municipal de Palestina informam que a cidade foi fundada em 1º de abril de 1922, em uma reunião realizada na casa do fazendeiro Egydio Zácaro. Na reunião, Valentim Alvarez se prontificou a doar uma gleba de terras para a formação do patrimônio de São João da Palestina, nome escolhido em homenagem aos libaneses que estavam estabelecidos na região do córrego Jardim.

O advogado João Macedo, autor do livro Palestina – Coração dos Três Rios informa que pouco antes da iniciativa de Alvarez e Zácaro, o libanês José Cury, forte negociante de algodão também havia dado início a um povoado ao qual deu o nome de Jardim, por estar perto do córrego homônimo. Entendendo que o lugar escolhido por Alvarez e Zácaro era melhor, Cury abandonou seu projeto e juntou-se a eles para fazer prosperar o povoado de Palestina, que inicialmente ganhou o nome de Nova Palestina.

Em  22 de dezembro de 1927, o governador Júlio Prestes assina Lei Estadual nº 2.236, criando o Distrito de Paz de Palestina, no município de Nova Granada, com as seguintes divisas: começam na barra do rio Preto com o rio Turvo, seguem por este acima até a barra do córrego Guarda-Mor e por este acima até a sua cabeceira; desta em rumo à cabeceira do córrego Abelha e por este abaixo até a barra do córrego do Piau, seguindo por esse acima até a sua cabeceira; desta em rumo até a cabeceira do córrego do Jardim, por esta abaixo até ao rio Preto e, por este abaixo, até ao ponto em que tiveram começo.

Com aprovação da Assembleia Legislativa, o governador Armando de Salles Oliveira sancionou a Lei Estadual nº 2.782, em 23 de dezembro de 1936, criando o município de Palestina, desmembrando-o do município de Nova Granada, as seguintes divisas: começam na barra do rio Preto com o rio Turvo, seguem por este acima até a barra do córrego Guarda-Mór e, por este acima, até a cabeceira; desta em rumo à cabeceira do córrego Abelha e por este abaixo até a barra do córrego do Piau, seguindo por ele acima até a cabeceira do córrego do Jardim, por este abaixo até o rio Preto e, por este abaixo, até ponto em que tiveram começo.

O município de Palestina foi instalado com duas solenidades oficiais no dia 30 de maio de 1937. A primeira solenidade aconteceu às 12 horas, no Hotel Brasil, com um almoço oferecido as autoridades convidadas, como o juiz de direito Herotides da Silva Lima. Os discursos ficaram por conta dos advogados rio-pretenses Aloysio Nunes Ferreira e Ângelo Joaquim Correa, do fazendeiro Mário Urbinati, de Nova Granada e do farmacêutico Virgílio Fraga.

Logo em seguida, às 13 horas, na Prefeitura, o juiz Erotides Lima presidiu a posse dos vereadores eleitos e a eleição das autoridades municipais. Foram eleitos Virgílio Fraga, presidente da Câmara, João Manuel Bueno vice-presidente e Teóphilo Serafim Pedro para cargo de secretário. O capitão José Gomes de Faria foi eleito prefeito. Usaram a palavra, após a posse, o doutor Célio Conde, de Nova Granada, o deputado estadual Renato Bueno Netto, o advogado Philadelpho Gouveia Neto e encerrando as atividades o presidente eleito do legislativo Virgílio Fraga. O deputado Eugênio Artigas também esteve presente às solenidades.

Os demais vereadores eleitos e empossados para compor a primeira Legislatura de Palestina foram Gaudêncio José Soares, Hugolino Muniz de Queiroz, José Antônio de Araújo e Pedro Spolaor. Foi um mandato, de curto, de apenas seis meses. O Golpe do Estado novo interrompeu a breve democracia de Getúlio Vargas.


Fontes: a notícia, 01/06/1937, pagina 1, edição nº 3.350; <https://rmriopreto.com.br/municipio-24/>; <https://rmriopreto.com.br/distrito-de-paz-23/> e <https://rmriopreto.com.br/fundacao-22/>