QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

Tanto o site oficial da Câmara Municipal quanto o site do IBGE informam que o povoado surgiu após a fazendeira Maria Batistina Dias, viúva de Rogério Alves de Toledo (falecido por volta de 1916) e a família Toledo doarem terras para a formação do patrimônio de Santa Terezinha do Menino Jesus, próximo ao córrego Barreirão. O site do IBGE detalha mais a doação, afirmando que como latifundiária, dona Batistina loteou sua propriedade em glebas de 10 a 30 alqueires e reservou uma área de três alqueires para doar à Igreja Católica.

Entre os primeiros moradores que contribuíram para a formação do povoado, destacam-se as famílias de Francisco Tomaz de Aquino, Gil Cândido da Silva, Alcides Alves Ferreira, Herculano Muniz, Juca Dominiciano, Jerônimo Nunes e Veloso de Almeida e imigrantes espanhóis, italianos e japoneses.

A fundação ocorreu em 1929, quando foi fincado um cruzeiro de madeira no espaço que deu à praça da matriz e se inaugurou a capela dedicada a Santa Terezinha. Coube ao topógrafo Juca Veloso providenciar a abertura das primeiras ruas. Deolino Furtado, João Pires e Antônio Milanês foram os primeiros comerciantes a se instalarem no povoado.

O primeiro nome do povoado foi Vila Toledo e, a partir de 1935, passou a denominar-se Orindiúva, de origem indígena que significa “madeira dura”, por sugestão do viajante Frugêncio Martins de Oliveira, que observou a existência de grande quantidade de aroeiras na região.

O governador Armando de Salles Oliveira assina, em 12 de março de 1935, o Decreto nº 7.009, criando distrito de paz de Orindiúva, no município de Olímpia, com as seguintes divisas: Começam no rio Grande, onde faz barra o córrego da Mandioca, sobem por este, até a sua cabeceira mais alta, transpõem o espigão fronteiro em demanda da nascente mais próxima do córrego Viradouro, descem por este até a sua barra no rio Turvo e por este acima até a foz do córrego Guarda-Mór, pelo qual sobem até a sua mais alta cabeceira, indo depois à procura da nascente mais próxima do córrego do Porto Velho e por este abaixo até a sua barra no rio Grande, pelo qual descem até o ponto em que tiveram começo estas divisas.

Três anos mais tarde, por meio do Decreto nº 9.775, assinado em 30 de novembro de 1938, pelo governador Adhemar de Barros, Orindiúva passa a pertencer ao município de Paulo de Faria, com novas divisas: começam no rio Turvo, na foz do córrego Viradouro, sobem por este até sua cabeceira, transpõem o espigão-mestre Turvo-Grande em demanda à cabeceira do córrego Mandioca e vão por este abaixo até o Rio Grande”.

Menos de um ano depois, em 27 de novembro de 1939, novo decreto de Adhemar de Barros, com nº 10.725 altera as divisas do distrito de Orindiúva: com o estado de Minas Gerais, começam no rio Grande, na foz do córrego Mandioca e vão pelo rio Grande acima até a foz do córrego Porto Velho. Com Olímpia, começam na foz do córrego Porto Velho no rio Grande e vão em reta à barra do córrego Piau no rio Turvo. Com Palestina, começam no rio Turvo na foz do córrego Piau e vão pelo Turvo abaixo até a barra do córrego Viradouro.

O presidente da Assembleia Legislativa, Cyro Albuquerque e os secretários Leôncio Ferraz Júnior e José Felício Castellano assinam em 28 de outubro de 1963 a Resolução nº 350, determinando a realização de plebiscito de consulta à população de Orindiúva, no município Paulo de Faria.

Coube ao deputado Cyro Albuquerque assinar e promulgar a Lei Estadual nº 8.092, em 28 de fevereiro de 1964, criando o município de Orindiúva, com as divisas apontadas pelo Instituto Geográfico e Geológico:

  1. Paulo de Faria, começa no rio Turvo, na foz do córrego do Viradouro, pelo qual sobe até sua cabeceira no espigão Turvo-Grande; alcança na contravertente a cabeceira do córrego da Mandioca, pelo qual desce até sua foz no rio Grande.
  2. Com o estado de Minas Gerais, começa na foz do córrego da Mandioca no rio Grande; segue pela divisa com o Estado de Minas Gerais até a foz do córrego do Porto Velho.
  3.  Com Icém, começa no rio Grande, na foz do córrego do Porto Velho, pelo qual sobe até sua cabeceira no espigão Grande-Turvo; alcança na contravertente a cabeceira do segundo afluente do rio Turvo, a montante do córrego do Piau; desce por esse afluente até sua foz no rio Turvo.
  4. Com Nova Granada, começa no rio Turvo, na foz do segundo afluente da margem direita, a montante da foz do córrego do Piau; desce pelo rio Turvo até a foz do córrego do Piau. 
  5. Com Palestina, começa na foz do córrego do Piau, no rio Turvo, pelo qual desce até a foz do córrego Viradouro, onde tiveram início estas divisas.

Fontes: <https://rmriopreto.com.br/municipio-23/>; <https://rmriopreto.com.br/distrito-de-paz-22/> e <https://rmriopreto.com.br/fundacao-21/>