QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

José Crescêncio de Souza construiu em 1906, três casas de pau-a-pique que deram origem ao povoado de Cerradão. As casas foram erguidas próximo a atual esquina da avenida 9 de Julho e rua 13 de Maio (antiga rua do Comércio, batizada pelo povo como “Rua do Sapo”). O site oficial da Prefeitura de José Bonifácio registra que, em 1908, os irmãos Carlos, Justino e Manuel Rodrigues de Sant’Anna se mudaram para o local e, dois anos depois, em 1910, fizeram a doação de 13 alqueires de terra para a formação do patrimônio de São João Batista, permitindo o surgimento de Cerradão, atraindo novos moradores.
Em 7 de julho de 1914, o governador em exercício Carlos Augusto Pereira Guimarães, autorizado pelo Congresso Legislativo do Estado, promulgou a Lei Estadual nº 1.415, criando o Distrito de Paz de Cerradão, com as seguintes divisas: começam na passagem do ribeirão da Corredeira, onde atravessa a estrada para o Salto do Avanhandava, atravessa a esquerda em esquadro até à tapera onde morou Vigilato Rosa, no Rancho Queimado; daí, pela estrada dos Pintos, seguem até à antiga morada de Luiz Vicente; daí seguem em rumo até à barra do córrego Palmital, compreendendo toda a vertente deste córrego; e, pelo córrego da Fartura acima seguem até a barra do ribeirão Jacaré; e, por este acima, até a barra do Lageado; por este acima até ao espigão, compreendendo as vertentes do Jacaré; seguem pelo espigão divisório dos córregos Cachoeira, Laranjal e Santa Bárbara; daí, seguem a estrada de Macaúbas e por esta estrada até á passagem do ribeirão do São Jerônimo, na antiga olaria de José Celestino; seguindo pela estrada aludida até a ponte no ribeirão Ferreira, abaixo da barra das Canoas; daí, seguem pela estrada que vai à fazenda de  d. Carolina, e, seguindo em rumo reto, deste ponto, até a passagem do ribeirão da Corredeira, onde tiveram princípio.
Seis meses mais tarde, em 28 de dezembro de 1914, a Lei Estadual 1.448 alterou as divisão de Cerradão, que passou a ser a seguinte: principiam na barra do ribeirão da Corredeira, no rio Tietê, sobem por aquele ribeirão até a barra do córrego Fundo e por este até ao espigão divisor das águas vertentes do ribeirão dos Ferreiras, e seguem por este espigão, à direita pelas divisas das fazendas Pantaninho, Boa Vista dos Castilhos e Jacaré (ou Pintos), até a nova estrada de São Jerônimo a Rio Preto; seguem por esta estrada até o espigão divisor das fazendas Jacaré e Campos, e por este espigão à direita até frontear a cabeceira do córrego da Laudelina, divisa judicial dos quinhões adjudicados na respectiva divisão a Anna Cândida de Jesus e Nicolau Gonzales; e, finalmente, por este córrego abaixo até ao ribeirão Jacaré e por este até ao ribeirão Fartura, e por este ao rio Tietê, e por este até ao ponto de parada.
Em 1922, Cerradão era o oitavo distrito de Rio Preto em arrecadação, contribuindo com 17:500$000 (dezessete contos e quinhentos mil réis), equivalentes a 2,1% do total do Orçamento.
Em 22 de outubro de 1924, o governador Carlos de Campos assina a Lei Estadual nº1.982, mudando do nome do distrito de paz de Cerradão, do município de Rio Preto, para José Bonifácio. E três meses depois, em 23 de dezembro de 1924, ele assinou a Lei Estadual nº 2.007, criando o município de Mirassol, e o distrito de paz de José Bonifácio passou a pertencer ao novo município.
A Câmara Municipal e Prefeitura de Rio Preto indicaram os seguintes subprefeitos para José Bonifácio: Israel Luciano Vieira, Manoel Felix de Lima, Sebastião Pereira Lima e João Domingos do Amaral.
Dois anos mais tarde, em 28 de dezembro de 1926, Carlos de Campos cria o Município de José Bonifácio, por meio de Lei Estadual nº 2.177, com as seguintes divisas: começam na barra do ribeirão dos Ferreiras (ou Canoas), com o ribeirão Laranjal, descendo pelo ribeirão dos Ferreiras (ou Canoas), até a barra do córrego Citrus, subindo por este até a sua cabeceira principal e continuando pelo divisor que deixa à direita as águas de ribeirão São Jerônimo e a esquerda as do ribeirão dos Ferreiras (ou Canoas) até a barra do córrego do Remo, no ribeirão das Canoas; sobem pelo córrego do Remo até a sua cabeceira principal; daí à cabeceira principal do córrego Fundo, descem por este e pelo ribeirão da Corredeira até ao rio Tietê; sobem pelo rio Tietê até a barra do ribeirão Fartura; continuam por este até a barra do ribeirão Jacaré, subindo por este ribeirão até a barra do córrego da Anta e por este até a sua cabeceira principal continuando pelo divisor que deixa, à direita as águas dos ribeirões Jacaré, Bacury e dos Ferreiras (ou Canoas) e à esquerda, as dos córregos da Boa Vista dos Castilhos e do Cerradão, até a cabeceira principal do córrego da Posse, descem pelo córrego da Posse e pelo ribeirão dos Ferreiras (ou Canoas) até a barra do ribeirão de Laranjal, onde tiveram começo.
Em 25 de dezembro de 1936, Antonio Jacob, correspondente do jornal rio-pretense A Folha, publicou reportagem informando que José Bonifácio contava com 1.200 propriedades com 9 milhões de pés de café, cultura principal do município, e que tinha previsão de colher, também mais d 100 mil sacas de cereais, em contar cerca de 10 mil alqueires de pastagens para engorda de gado vindo do Mato Grosso. Na área urbana, havia 60 casas comerciais, 12 olarias, seis maquinas de benefício de arros e café, quatro serrarias, quatro farmácias, três hotéis e uma Santa Casa em construção e três médicos. O Orçamento Municipal para 1937 era de 184:700$000 (cento e oitenta e quatro contos e setecentos mil réis), enquanto a Coletoria Estadual arrecadava cerca de 600 contos de réis. Um Grupo Escolar com sete classes e 12 escolas rurais. Cinema, Associação Comercial, subposto de Higiene, uma agência da Caixa Econômica e dois clubes esportivos, a Associação Esportiva e o Operário FC.


Fonte: Disponível em < rmriopreto.com.br> nas letras D, F e M; a folha, 25/12/1936, pág. 29, edição nº  135.