QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

A ausência de registros não permite estabelecer uma data real e concreta sobre a fundação de Planalto. Os sites da Prefeitura e do IBGE corroboram a informação do historiador Luiz Gonzaga Borges que dá o ano de 1900 como a data da fundação, inicialmente com o nome de Lagoa.
Todavia, há também uma versão não oficial de que o povoado teria surgido por volta de 1890, entre os rios São José dos Dourados e Tietê, próximo do ribeirão da Fartura, sob a denominação de Salto do Avanhandava, também era conhecido como Avanhandavinha. Nas duas versões não há registros sobre os fundadores.

Em 3 de junho de 1895, a Câmara Municipal de Rio Preto, registrou o pedido de um grupo de eleitores para elevar o vilarejo de Salto do Avanhandava à categoria de freguesia e estabeleceu as seguintes divisas: começa na barra do ribeirão Fartura, por este subindo até a barra do ribeirão Jacaré e, por este até o espigão mestre, chegando às cabeceiras do ribeirão Lambari, por este abaixo até o rio Tietê, fechando na barra do Fartura.
Ainda em 1895, na segunda eleição para a Câmara Municipal de Rio Preto, foi eleito vereador o cidadão Luís Antonio de Lacerda para a Legislatura de 1896 a 1898. Ele era morador da Avanhandavinha e renunciou ao mandato em 15 de dezembro de 1896 por causa da enorme distância que devia percorrer a cavalo, todos os meses, para participar das sessões. Anos depois, em 1914, ele foi nomeado subprefeito de Avanhandava em 1914.

Decreto Estadual baixado em 11 de outubro de 1905 cria o Distrito Policial de Salto do Avanhandava.

A Lei Estadual nº 1.072, aprovada pelo Congresso Legislativo do Estado e assinada em 21 de agosto de 1907, pelo governador Jorge Tibiriçá, criou o distrito de paz de Avanhandava, no município de Rio Preto, com as seguintes divisas: principiando na barra do ribeirão da Fartura, no rio Tietê, pelo mesmo ribeirão acima até a fazenda de José Joaquim de Andrade e daí à barra de uma água, onde mora Francisco Dutra, seguindo por este acima até o espigão da fazenda Boa Vista dos Castilhos; por este espigão até o rio Paraná, compreendendo todas as águas que vertem para o rio Tieté; pelo Paraná abaixo até encontrar o espigão divisório das águas do Aguapeí, e por esse espigão acima até frontear a barra do ribeirão da Fartura, onde tiveram começo.

Em 28 de dezembro de 1914, pela Lei Estadual nº 1.446, assinada pelo governador em exercício Carlos Augusto Pereira Guimarães, a sede (cartório) do distrito de paz de Avanhandava foi transferida para a povoação de São Jerônimo.
Em 13 de setembro de 1928, a Lei Estadual nº 2.280, assinada pelo governador Julio Prestes transfere o distrito de paz de São Jerônimo para o município de Monte Aprazível. Lei ressalta “anteriormente Avanhandava”.
Entretanto, o Decreto Estadual nº 7.447, de 21 de novembro de 1935, assinado pelo governador Armando Salles de Oliveira, suprimindo os distritos policiais de Itapura e Salto do Avanhandava, refere-se ao “distrito de Planalto” e não “distrito de São Jerônimo”.
A Decreto-Lei Estadual nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, registra as divisas do distrito de paz de Planalto com Buritama, Junqueira, Macaubal, Nipoã e Turiuba.
Na verdade, há outros documentos quem se referem a Planalto antes das leis de 1944 e 1945. No dia 1 de março de 1925, o casal Joaquim Ignacio e Georgina Macedo, por exmeplo, realizou “pomposas festas em louvor a São Benedito”, segundo o jornal A Notícia, “na futurosa villa de Planalto, antiga Lagoa de S. Jerônymo”. Assim como há um documento na Câmara Municipal de Rio Preto, datado de 5 de maio de 1926, onde o professor Josino Silveira Macedo, dizendo-se “da escola de Planalto”, pede um aumento de salário.

A antiga Avanhandavinha foi despovoada nos anos de 1940 por determinação do fazendeiro Luiz Américo de Freitas, dono da Fazenda Caturama. Ele mudou a cidade para onde hoje está Planalto, com um novo traçado, ruas largas e um grande praça pública.


Fonte: www.qfh.com.br, atas da câmara municipal de são jose do rio preto, disponíveis em <https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/1907/lei-1072-21.08.1907.html>