De distrito de paz para a criação do município foram mais oito anos. O governador Carlos de Campos assinou em 19 de dezembro de 1925, a Lei Estadual nº 2.090, criando o município de Nova Granada com as seguintes divisas: começam na barra do rio Preto no rio Turvo, sobem por este até a barra do córrego Casinhas, por este acima até a sua cabeceira principal e, continuando em procura do espigão divisor das águas dos rios Turvo e Preto, seguem por este espigão até ao divisor das águas dos córregos Talhados e Castores, continuando por este divisor até ao rio Preto e por este abaixo até ao ponto inicial.
Por quatro legislaturas consecutivas, de janeiro de 1914 a dezembro de 1925, Nova Granada teve um vereador na Câmara Municipal de Rio Preto: o fazendeiro e industrial Neca Medeiros (Manoel Jorge de Medeiros e Silva) que, entre 1920 e 1922 foi vice-prefeito e assumiu diversas vezes o cargo de prefeito.
Quatro anos após a criação do município, em 1929, conforme registrou o Álbum da Comarca de Rio Preto, Nova Granada ostentava números invejáveis em comparação com outras cidades da região: tinha cinco médicos e três farmacêuticos, quatro dentistas, cinco hotéis, eletricidade e telefone, e um cinema (o Ideal Park) e uma frota de 140 caminhões. E havia três anos que era Paróquia, tendo como pároco o padre Ângelo Bartolomeu que atendia também as capelas de Palestina, Ingaí e Tejo. Entre 1917 e 1925, Rio Preto nomeou os subprefeitos: Flores Mello Lopes, Manoel Neves dos Santos, João Bento Ferreira, Francisco Antônio Nogueira e João Soares da Costa Sobrinho.
A instalação do município aconteceu em 21 de março de 1926, em um domingo chuvoso. A chuva atrapalhou os festejos, mas não impediu a instalação que com a presença do juiz Antonino do Amaral Vieira, o promotor Álvaro de Toledo Barros, o vereador Nelson da Veiga, que era também redator de A Notícia, o médico Esperidião de Queiroz Lima e vários funcionários da administração municipal e do Fórum de Rio Preto. Às 8 horas, o juiz Antonino do Amaral Vieira empossou os vereadores e, às 9 horas, houve a eleição da mesa, com Neca Medeiros sendo eleito presidente, Miceno Moreira da Silva, vice-presidente e Christiano Braga, secretário; Alfredo Costa foi eleito prefeito e Alcides Alves Ribeiro, vice-prefeito.
Na divisão administrativa e judiciária de 1944, assinada pelo governador Fernando Costa, em 30 de novembro, por meio do Decreto Lei nº 14.334, Nova Granada figura com as seguintes divisas: com Palestina, começam no rio Preto, na barra do córrego da Cruz, sobem por este até sua cabeceira do galho da esquerda, vão, daí, em reta, à cabeceira mais oriental do ribeirão do Piau, e por este abaixo até o rio Turvo. Com Guaraci, começam no rio Turvo, onde deságua o ribeirão do Piau, sobem pelo Turvo até a foz do córrego da Areia. Com Olímpia, começam no rio Turvo na foz do córrego da Areia, sobem pelo rio Turvo até a embocadura do córrego das Casinhas. Com São José do Rio Preto, começam no rio Turvo onde descarrega o córrego das Casinhas, vão por este acima até sua cabeceira mais ocidental, alcançam o espigão mestre entre as águas do rio Turvo e as do rio Preto por este caminham até entroncar com o divisor entre as águas do córrego dos Castores, à direita, e as do córrego do Talhado, à esquerda, pelo qual prosseguem até a barra do córrego dos Castores no rio Preto, pelo qual descem até a barra do ribeirão Barra Grande. Com Mirassol, começam no rio Preto onde se lança o ribeirão Barra Grande e vão pelo rio Preto abaixo até a foz do ribeirão Jataí. Com Tanabi, começam no rio Preto, onde desemboca o ribeirão Jataí, e por aquele descem até a barra do córrego da Cruz, onde tiveram início estas divisas.
