O povoado já existia como um bairro rural em 02 de março de 1903, data em que a Câmara Municipal, por indicação do vereador Francisco Zeferino do Carmo, decidiu proibir o sepultamento no cemitério da localidade por falta de condições higiênicas. Meses depois, uma epidemia de febre palustre alastrou-se naquela região, segundo se pode verificar na ata da Câmara, do dia 02 de julho de 1903, informando que a epidemia “vitimou muitas pessoas em pouco espaço de tempo, registrando-se de três a quatro óbitos diários”. Os vereadores não indicaram o número total de mortos, apenas registraram que a doença havia atingindo moradores num “raio de cinco a oito léguas”, apontando como causa da febre “o grande número de açudes existentes no córrego Talhado”.
Segundo Valdomiro Emídio da Silva, que, em 1997, iniciou pesquisa para resgatar a história do povoado, a doação do terreno para a formação do patrimônio de São Sebastião, em Talhado, foi efetuada por Alcides Augusto Ávila, filho do capitão Delmino Augusto Ávila, por volta de 1927, quando a capela foi construída e deu-se o adensamento demográfico.
O decreto-lei estadual 14.334, de 30 de novembro de 1944, assinado pelo interventor federal Fernando Costa, criou o distrito de paz de Talhado, dentro do município de São José do Rio Preto. Com a elevação a distrito, instalou-se em 28 de agosto de 1945, o Cartório de Paz de Talhado.
Em 1948, a população de Talhado era de 2.683 habitantes, mas nos anos de 1950 a 1970, o distrito sofreu uma grande estagnação, o que levou à desativação do Cartório, em 03 de janeiro de 1972. Com isso, Talhado perdeu a sua condição de distrito de paz, voltando a ser um povoado. Em termos de concepção político-administrativa, isso significa um retrocesso.
Dentre seus administradores nomeados pelo Poder Executivo de São José do Rio Preto, destacam-se Sidenir Martins, Pedro Nímer Filho e outros.
