Essa revolução, que deu origem à Coluna Prestes, eclodiu em São Paulo em 5 de julho de 1924, sob a liderança do general Isidoro Dias Lopes, o major Miguel Costa e os tenentes João Cabanas e Joaquim Távora. O movimento revolucionário provocou em Rio Preto uma verdadeira sangria nos cofres públicos.
Na época, era prefeito da cidade Victor Cândido de Souza, aliado dos legalistas que apoiavam o presidente Arthur Bernardes e o governador Carlos Campos, e inimigo ferrenho da revolução. Para combater a revolução e premiar seus aliados, Victor Cândido, morador e vereador pelo distrito de Mirassol, mas prefeito de Rio Preto, não poupou dinheiro público e nem mediu esforços na perseguição dos partidários da revolução.
Na época, presidia o Tiro de Guerra o médico cearense Raymundo Barbosa Lima, tendo como instrutor o sargento Manoel Pereira. Perseguido, Barbosa Lima foi preso e conduzido ao Rio de Janeiro, sob a acusação de tentar sublevar os atiradores rio-pretenses em favor da revolução e da Coluna Prestes. Manoel Pereira, militar de carreira, juntou-se à coluna do tenente João Cabanas.
Muitas pessoas foram violentamente perseguidas em Rio Preto, como o jornalista Alfredo Luiz de Freitas Pimentel e o gráfico Antônio Muffa, que tiveram o jornal Diário de Rio Preto, fundado em 26 de março de 1922, criminosamente empastelado e incendiado, no dia 5 de agosto, pelas chamadas “forças legalistas”, amparadas por um contingente de 50 policiais da Força Pública, enviados de São Paulo exclusivamente para dar cobertura ao ato criminoso.
Propriedades foram tiradas de seus donos ou sofreram incêndios criminosos, desafetos políticos foram presos sem condenação ou sofreram agressões físicas. No ano de 1925, o cofre municipal pagou dezenas de dívidas contraídas pelo prefeito Victor Cândido no combate aos revoltosos. Não há informação de nenhum levante contra Arthur Bernardes em Rio Preto.
