QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

Projeto dará acolhimento a mães de crianças com necessidades especiais

 

Cristiano Furquim

Quando existe sinergia o resultado é sempre positivo. Foi assim que surgiu o projeto ‘Autípico’, fruto da união de esforços entre direção, coordenação, funcionários, profissionais de Atendimento Educacional Especializado (AEE), alunos e comunidade. 
Projeto promove acolhimento às famílias e sensibiliza a comunidade com informações sobre os alunos com transtornos do neurodesenvolvimento, contribuindo para uma educação mais inclusiva. A força do trabalho vem justamente da formação de todos os agentes sociais envolvidos, alunos, professores, funcionários e comunidade.

A ideia ganhou espaço na E.M. Prof. João José Féris, na Vila Toninho, com intuito de acolher mães e seus filhos e de levar informações sobre inclusão para a comunidade. O trabalho se ampliou e chegou a mais três escolas da rede, EM Beatriz de Carvalho Seixas, EM Professor Modesto Rodrigues Marques e EM Flavio Fasanelli Rodrigues. 
Para o diretor da escola Prof. João José Féris, Carlos Navas, “trata-se de um acolhimento amoroso e educacional. Um Projeto que traz as mães para dentro da escola, beneficiando-as, e, consequentemente favorecendo muito todo o processo do aluno com necessidades especiais”.
Segundo Renata Rodrigues Madi, coordenadora pedagógica, o objetivo do projeto ‘Autípico’ é dar acolhimento às mães. “Podemos dizer que o projeto nasceu para acolher essas mães. A intenção é acolher, com uma escuta sensível de quem tem local de fala, no caso as mães de alunos autistas, e objetivando ampliar para que se tornasse não só um local de acolhimento, mas de sensibilização da comunidade escolar e de informação sobre o que é ser inclusivo”.
Mylena Campos de Moura Diniz, mãe de aluno com TEA e uma das idealizadoras do ‘Autípico’, diz que a tarefa de conscientizar as pessoas não é nada fácil. “A ideia é acolher, incluir famílias, crianças autistas e com outros transtornos e deficiências, mas a gente sabe que a sociedade ainda não é inclusiva. A gente passa por muitos problemas em várias áreas, por isso a importância de levar informação para quem não está vivendo essa realidade. Hoje tem o autismo, o TDAH – transtorno do déficit de atenção com hiperatividade – , o TOD – transtorno de oposição desafiante – e se você não tem isso, não conhece, você não vive essa realidade, não sabe. Todos nós somos diferentes independente de um diagnóstico, de um rótulo”.
A professora Joseane Garutti dos Santos diz que são desenvolvidas oficinas com os alunos para a conscientização sobre o tema e que o grande sonho é expandir esses conhecimentos para toda a comunidade.
“Empatia é a capacidade que uma pessoa tem de sentir e se colocar no lugar de outra pessoa, como se estivesse vivendo a mesma situação. A partir da empatia é possível entender os sentimentos e as emoções do outro. Isso facilita o conceito de inclusão. Às vezes a pessoa não aceita porque não conhece, tem medo do desconhecido, então a intenção do projeto é fazer isso, mostrar que a criança com autismo tem capacidade tanto quanto as outras, só que às vezes precisa de uma intervenção diferente, aquilo que a gente sabe a gente trabalha melhor”, explica Joseane.
Entre as estratégias utilizadas pelo projeto ‘Autípico’ estão reuniões semanais entre os integrantes para traçar o plano de ação mensal e para registro reflexivo das ações e avaliação dos resultados. Também são realizadas oficinas de conscientização com os alunos e comunidade sobre as deficiências existentes, suas necessidades educativas específicas, necessidades complexas de comunicação e flexibilização curricular necessária. (Secretaria Municipal de Educação de São José do Rio Preto)