Da fundação à criação do município foram uma década e meia de luta política. Quatro anos após a fundação, Mirassol foi elevada à categoria de distrito policial e ao completar nove anos tornou-se distrito de paz, que é o requisito principal para se tornar município.
Na eleição de 1916, os mirassolenses elegeram o coronel Victor Cândido de Souza para o cargo de vereador na Câmara Municipal de Rio Preto. Ele tomou posse em 1917, foi reeleito em 1919 e em 1922. No ano de 1923, foi eleito presidente da Câmara e, em 15 de janeiro de 1924, foi eleito prefeito de Rio Preto. Era um passo importante para conquistar a emancipação política de Mirassol.
No apagar do ano de 1924, em 23 de dezembro, o governador Carlos Carlos, assinou a Lei Estadual nº 2.007, criando o município de Mirassol, com as mesmas divisas do distrito. A primeira eleição foi marcada para 15 de fevereiro de 1925. Foram eleitos para compor a Câmara Municipal:
Antonio Fidelis
Arthur Santos Bueno
João Sylvestre Sant’Anna, cel.
Oscar Arantes Pires
Vicente Alves Vieira
Victor Cândido de Souza, cel.
A chapa recebeu 416 votos na sede e 11 votos em Nipoã.
O município foi solenemente instalado no dia 11 de março de 1925, sob a presidência do juiz de direito substituto da Comarca de Rio Preto, João Elias Cruz Martins, e coube ao escrivão do Juri, Orlando Alvarenga, lavrar o termo de compromisso. Após discurso do juiz, o advogado Benedicto Costa Netto discursou em nome da Câmara Municipal de Rio Preto.
Em seguida foi realizada eleição interna sendo Antonio Fidelis eleito presidente, Arthur Bueno Franco vice-presidente e Vicente Alves Vieira secretário. Victor Cândido de Souza foi eleito prefeito e Oscar Arantes Pires, vice-prefeito.
