Mercado Municipal
O Código de Posturas, aprovado pela Câmara Municipal, que entrou em vigor no dia 1 de maio de 1902, determinava no artigo 156, a construção de um Mercado Municipal. Quatro anos depois, em 5 de fevereiro de 1906, o vereador Roque Álvares Vieira de Magalhães cobrava a sua construção, sugerindo que se gastasse com essa obra a verba reservada para a construção do jardim municipal (atual Praça D. José Marcondes). Sua sugestão não foi aprovada.
Em 2 de fevereiro de 1909, a Câmara aprovou a lei nº 89, declarando de utilidade pública o quarteirão nº 71 (entre as ruas Antônio de Godoy, Silva Jardim, XV de Novembro e Jorge Tibiriçá), mas o assunto só voltou a ser discutido pelos vereadores 11 anos mais tarde, em 7 de agosto de 1920, na aprovação de concessão para construção e exploração de um “Mercado Central”, por 20 anos, em favor de Frederico Lundstedt. Os vereadores impuseram várias condições, entre elas a obrigatoriedade de se iniciarem as obras em 90 dias e concluí-las em dois anos, com a Câmara podendo encampar o prédio desde que pagasse o valor da obra e mais 20% sobre os lucros líquidos. A concessão não vingou.
Em 1 de agosto de 1925, o prefeito Alceu de Assis anunciava a construção do Mercado Municipal e, logo no início do ano seguinte, em 17 de fevereiro, os vereadores autorizaram-no a gastar até 50:000$000 (cinquenta contos) na construção do Mercado. Mas Alceu de Assis não levou a promessa adiante.
Somente 18 anos mais tarde (42 anos após o Código de Posturas) o Mercado Municipal foi inaugurado, em 19 de julho de 1944, construído pelo prefeito Ernani Pires Domingues.
Um dos principais pontos turístico da cidade, o Mercadão é um monumento histórico municipal, tombado pelo Comdephact. Recentemente, por determinação do prefeito Edinho Araújo, o prédio foi reformado, remodelado internamente e dotado de climatização.
Fonte: www.quemfazhistoria.com.br; diário da região, edição nº 2.938, de 27/06/1959
