Em 22 de julho de 1876, o casal João Bernardino de Seixas Ribeiro e Marianna Ignácia Ribeiro batizou Felippe, nascido no dia 29 de julho, filho do casal de índios Lourenço e Gertrudes, segundo o livro de registro de batismos da Paróquia de São Bento, de Araraquara, à qual pertencia a capela de São José.
Os guarani conviveram com os brancos na região onde surgiu São Jose do Rio Preto até por volta de 1885, quando abandonaram a região e nunca mais foram vistos.
O historiador Carlos Rodrigues Nogueira narrou, em 1952, um confronto que teria ocorrido entre índios e fazendeiros na região de Rio Preto, em 1885. Segundo a narrativa, índios liderados pelos capitães Vitorino e Fortunato atacaram um grupo de brancos que estava derrubando a mata perto da fazenda Borá. Dos 14 homens brancos, apenas três regressaram com vida, um deles bastante ferido. Essa foi a última vez que os índios foram vistos do lado direito do Tietê.
Os guarani deixaram a imagem de São José de Botas, que deu origem ao nome da cidade.
A presença indígena na região de São José do Rio Preto é registrada desde o início das monções, por volta de 1622. O Salto do Avanhandava, que de 1867 a 1910 pertenceu a Rio Preto, era dominado pelos índios caingangue, acostumados a atacar os monçoeiros que desciam o rio Tietê com destino a Cuiabá, segundo o livro Monções, de Sérgio Buarque de Holanda.
É preciso registrar que boa parte dos índios caingangue foi dizimada pelos responsáveis da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, sob o comando do engenheiro Sylvio Saint-Martin.
Os caiapós ficaram restritos à região entre o rio Turvo e o rio Grande.
As últimas notícias de ataques desses índios são de 1908. O jornal O Porvir noticiou o ataque de caingangue a um grupo de trabalhadores da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, perto do Salto do Avanhandava. Eram cerca de 20 índios, que mataram a flechadas três trabalhadores, que depois tiveram as cabeças decepadas e levadas pelos atacantes, juntamente com armas e roupas. Os caingangue viviam na margem esquerda do Tietê e dificilmente atravessavam o rio para se aventurar na margem direita, território dos guaranis, seus inimigos.
Perto de Rio Preto viviam também os caiapó, na região do Triângulo Mineiro. Eram inimigos dos caingangue e dos guarani.
Fontes: www.quemfazhistoria.com.br, são josé do rio preto 1852-1945, págs 98 e 99, carlos rodrigues nogueira, 1952.
