QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

O site oficial da Prefeitura de Olímpia informa que a fundação da cidade é resultado do esforço do engenheiro civil Robert John Reid, nascido na Escócia, bem pertinho do famoso Lago Ness, em Inverness. Reid foi contratado, em 1 de novembro de 1897, por um grupo de posseiros para medir as terras do chamado Sertão dos Olhos D’Água, cujo trabalho foi encerrado em 7 de setembro de 1904, segundo o professor José Sant’anna e Rothschild Mathias Neto, autores do texto que está no site.

O engenheiro Reid, que se mudara para Barretos em 1896, convenceu Antônio Joaquim Miguel dos Santos sobre a ideia da fundação do povoado e para isso, juntos, eles convenceram outros posseiros e cada um doou um pedaço de terra até chegar a 100 alqueires que foram doados à Igreja Católica para a formação do patrimônio de São João Batista dos Olhos d’Água. O primeiro passo foi fincar um cruzeiro de madeira, o que aconteceu em 3 de maio de 1902, e a construção de uma capela.

Quase um ano depois, em 2 de março de 1903, Antônio Joaquim Miguel dos Santos esteve em Barretos, no Cartório do 1º Tabelião, Francisco de Almeida Silvares, para lavrar a escritura da doação que foi registrada sete dias depois, em 9 de julho, às folhas 53, do livro 3-I de transcrição de Imóveis.

São os doadores do patrimônio:

Antonio Felisberto dos Santos,

Antonio Joaquim Miguel dos Santos,

David Ozório dos Santos,

Francisco Miguel dos Santos,

Gabriel Garcia dos Santos,

Ignez Rita de Jesus,

Jeronymo Antonio dos Santos e Isabel Maria de Jesus;

Jeronymo Bonifácio dos Santos,

João Antonio de Campos,

João Bonifácio da Freiria,

João Francisco dos Reis e Ignacia Eva de Jesus,

João Ignácio de Souza e Francisca Flauzina de Jesus,

Joaquim Miguel dos Santos e Querubina Maria de Jesus,

Marcolina Frauzina da Freiria,

Maria Generoza de Jesus,

Marianna Francisca do Carmo,

Marianna Ignacia de Jesus,

Miguel Antonio dos Reis e Carolina Luiza de Jesus,

e Miguel Viríssimo dos Santos.

Desbravador da região, para onde se mudou nos meados do século 19, teria sido Antonio Joaquim Miguel dos Santos a  batizar o espaço onde surgiria o município de Olímpia com o nome de Sertão dos Olhos d’Água, por causa do grande número de nascentes, cerca de 60, além dos rios Turvo e Cachoeirinha. Boa parte dessas nascentes formava veios de água que era ou são afluentes do córrego Olhos-d’Água, na margem do qual Antônio Joaquim e o engenheiro Reid escolheram para fundar o povoado.

Ainda de acordo como site da Prefeitura, a área doada encontra-se entre a rua Benjamin Constant, avenida Mário Vieira Marcondes, avenida Dr. Andrade e Silva e rua Síria. Essa parte da cidade é área foreira, ou seja, sujeita ao pagamento de laudêmio para a Igreja Católica.

O nome “Villa Olympia” foi um pedido do engenheiro Reid para homenagear a menina Maria Olympia, de quem era padrinho, filha do promotor público e deputado estadual Antonio Olympio. Nascido no Ceará, em Barbalha, Antônio Olímpio Rodrigues Vieira, tinha 31 anos quando surgiu o povoado de Olímpia.

Dois anos depois, o governador Jorge Tibiriçá criava duas escolas para funcionar na Villa Olympia, uma masculina e outra feminina, por meio da Lei Estadual nº 982, assinada em 27 de dezembro de 1905.

Se houve ou não interferência política do deputado Antonio Olympio, o certo é que em 18 de dezembro de 1906, o governador Jorge Tibiriça assinou a Lei Estadual nº 1.035 criando o Distrito de Paz de Villa Olympia, com um enorme território que chegava às margens do rio Grande. As divisas principiavam na margem direita do rio Turvo, no ponto onde o perímetro da fazenda Olhos d’ Água parte do dito rio, seguem pelo perímetro desta fazenda até frontear a cabeceira do córrego do Baixão e descem em linha reta até esta cabeceira, e pelo veio de água do dito córrego até a sua barra com o ribeirão da Cachoeirinha, e sobem por este ribeirão até a barra do córrego da Onça, e sobem por este córrego até a sua última cabeceira e daí em rumo até o espigão que forma o divortium aquarum entre o ribeirão da Cachoeirinha e o rio Turvo do lado esquerdo, e o rio Pardo e o rio Grande do lado direito e seguem por este espigão, abrangendo todas as vertentes da margem direita do rio Turvo até o espigão que divide as fazendas Crisciuma e Sant’Anna e seguindo pelas divisas entre estas fazendas até o rio Grande, por este abaixo até a barra do rio Turvo, e por este acima até o ponto onde tiveram começo as divisas.

O governador Altino Arantes assina em 7 de setembro de 1917, após aprovação do Congresso Legislativo, a Lei Estadual nº 1.571, criando o município de Olympia, com as seguintes divisas: começam à margem do rio Grande, na barra do ribeirão Passa Tempo; sobem por este até a confluência do ribeirão Limoeiro, donde seguem pelo espigão que divide as águas deste das daquele ribeirão, até encontrar o espigão que separa as águas que vertem ao rio Grande das que vertem para o ribeirão Cachoeirinha, pelo qual seguem, acompanhando as divisas das fazendas Passa Tempo e Olhos d’Agua, até frontear a nascente mais alta do córrego da Onça; pelo meio deste descem até ao ribeirão Cachoeirinha, sobem, depois, pelo Cachoeirinha até a barra do córrego Macaco, por este até a barra do córrego da Cava e por este até sua nascente mais alta; seguem em linha reta até ao ponto mais próximo do espigão divisor das águas dos rios Pardo e Grande e, tomando à direita, seguem por este espigão, dividindo com Bebedouro, até frontear a cabeceira mais oriental do córrego Grande; descem por este córrego até a sua confluência com o ribeirão Cachoeirinha, o qual sobem até a barra do córrego denominado do Silvestre (ou do Chico Lourenço), e por este até sua nascente mais alta, próximo à estrada de ferro S. Paulo a Goyaz, donde, deixando à direita a estação de Marcondesia, vão em linha reta ao espigão que divide as águas do rio Turvo das do ribeirão Cachoeirinha em frente à cabeceira do córrego do Matão, afluente do ribeirão Avanhandavinha no ponto de convergência do espigão que separa as águas do Avanhandavinha das do ribeirão Coqueiros; seguem por este espigão rodeando as nascentes dos córregos Matão, Acaembú, Araçá e Jacaré até a barra do Avanhandavinha, no rio Turvo; seguem por este abaixo até ao rio Grande e por este acima até ao ponto de partida.

Em 28 de novembro de 1921, o governador Washington Luís, assina a Lei Estadual nº 1.799, estabelecendo novas divisas para os municípios de Barretos e Olympia: começam à margem do rio Grande, na barra do ribeirão Passa Tempo, sobem por este até a confluência no ribeirão Bocaina, daí seguem pelo espigão divisor desses ribeirões até ao espigão que divide as águas vertentes do rio Turvo e das do rio Grande, tomando à esquerda, seguem por este espigão até frontear a cabeceira mais alta do córrego das Canoas, daí em rumo à dita cabeceira e pelo córrego das Canoas abaixo até a sua confluência no ribeirão Cachoeirinha, sobem por este até a barra do córrego Grande, nas divisas do município de Monte Azul.


Fontes: <https://rmriopreto.com.br/municipio-22/>; <https://rmriopreto.com.br/distrito-de-paz-20/> e <https://rmriopreto.com.br/fundacao-20/>