Em uma correspondência à Câmara Municipal de Rio Preto, o capitão Porfírio Luiz de Alcântara Pimentel registra a fundação, em 10 de junho de 1898, do patrimônio de Água Limpa, na cabeceira do rio São José dos Dourados.
Segundo o site oficial da Prefeitura de Monte Aprazível, a doação do terreno foi feita por João Bustos Moreno, cabendo ao capitão Porfírio o mérito de fundador.
Porfírio Pimentel, com 55 anos, tinha experiência política e havia sido vereador na primeira Legislatura de Rio Preto (1894/1895), tratou de dar publicidade sobre as vantagens do novo povoado e logo trocou Água Limpa por São Bom Jesus de Monte Aprazível. Em 1904, ele voltou a disputar a eleição municipal e se elegeu para o triênio de 1905 a 1907, representando Monte Aprazível na Câmara Municipal de Rio Preto.
No dia 8 de fevereiro de 1908, o povoado foi elevado à condição de distrito policial pelo governador Jorge Tibiriçá, já com o nome de São Bom Jesus de Monte Aprazível.
Seis anos mais tarde, em 18 de dezembro de 1914, o governador em exercício, Carlos Augusto Pereira Guimarães, assina a Lei Estadual nº 1.438, criando o Distrito de Paz de Monte Aprazível, no município e comarca de Rio Preto, com as seguintes divisas: principiam na confluência do ribeirão Bacuri com o córrego da Água Limpa (ou Moinho), sobem por este até a barra do córrego Fundo, e por este acima até ao espigão divisor das águas do ribeirão Laranjal e, por este espigão, à esquerda, até encontrar as divisas da fazenda de João Antonio Pereira; seguem por esta até ao ribeirão do Laranjal, na confluência com o córrego da Olaria, por este acima até ao espigão divisor dos ribeirões São Jerônimo e Santa Bárbara, por este espigão, à direita, até frontear as cabeceiras do córrego João Alves ; descem por este até ao ribeirão de Santa Bárbara e subindo por este até ao córrego do Vigilato, e córrego acima até ao espigão divisor das águas do São José dos Dourados, por este espigão, à esquerda, até frontear as cabeceiras do córrego Bom Sucesso; descem por este até ao ribeirão São José dos Dourados, e subindo este até a barra do córrego Soledade, sobem por este até a estrada de Taboado e, por esta, à direita, até ao espigão divisor das águas do São José dos Dourados e rio Grande, e por este espigão, até encontrar as divisas das fazendas de Joaquim Garcia e Francisco Figueira e seguem por essas divisas até ao ribeirão São José dos Dourados e pelas divisas de Joaquim Garcia e Francisco Pereira e de José Ferreira, Júlio Filho e Antonio Thereza até ao espigão da fazenda Jacaré ou Pintos e por este espigão, à direita, até encontrar as divisas da fazenda Boa Vista dos Castilhos e seguindo pelas divisas da fazenda Boa Vista do Avanhandava (ou Cachoeira) até ao ponto de partida na confluência Bacuri-Moinho.
Em 1922, o distrito de paz de Monte Aprazível era o sexto distrito em arrecadação municipal, com uma receita de 22:550$000 (vinte e dois contos e quinhentos e cinquenta mil réis) equivalentes a 2,7% do total do orçamento total de Rio Preto.
Até 1925, foram nomeados os seguinte subprefeitos para Monte Aprazível: João Bustos Moreno, José Franco Bueno, José Carlos Ferraz de Campos, Amador de Paula Bueno, Sócrates da Gama Spínola Castro, Athanazio de Souza Pereira e José de Andrade Junqueira.
Em 23 de dezembro de 1924, o governador Carlos de Campos assina a Lei Estadual nº 2.008 criando o Município de Monte Aprazível com as seguintes divisas: começam no rio Paraná, na barra do rio São José dos Dourados, sobem este rio até a barra do córrego Fortaleza, pelo qual sobem até a barra do córrego da Grama e por este até a sua cabeceira principal e continuam pelo divisor que deixa, à direita, as águas do rio São José dos Dourados e, à esquerda, as do rio Preto até á cabeceira principal do córrego Água Fria, pelo qual descem até a sua barra no córrego do Ipê; descem por este até ao rio São José dos Dourados, sobem pelo rio São José dos Dourados até a barra do córrego Barreiro e por este acima até a sua cabeceira principal; continuam pelo divisor que deixa, à direita, as águas do córrego Água Limpa, rio São José dos Dourados, ribeirões Santa Bárbara e São Jerônimo, e à esquerda, as do rio São José dos Dourados, ribeirões Jacaré e Canoas até a barra do córrego Remo, no ribeirão das Canoas, subindo pelo córrego do Remo até a sua cabeceira principal; daí à cabeceira principal do córrego Fundo, descendo por este e pelo ribeirão da Corredeira até ao rio Tietê, descendo pelo rio Tietê até ao rio Paraná, sobem por este passando pelo Saltinho até a barra do rio São José dos Dourados, onde tiveram começo.
Eleição em 15 de fevereiro de 1925, foram eleitos Amador de Paula Bueno, Bento Carlos de Mendonça, Indalécio Antonio Pereira, João Baptista Alves, João Pedro de Oliveira e José de Andrade Junqueira para comporem a primeira legislatura da Câmara Municipal. Essa chapa era chefiada pelo coronel Gabriel Hygino de Andrade Junqueira.
O juiz de direito de Rio Preto, João Elias da Cruz Martins, marcou a posse dos vereadores para o dia 10 de março, quando Amador de Paula Bueno foi eleito prefeito entre os vereadores, e José de Andrade Junqueira, eleito presidente do Legislativo.
