Os primeiros moradores começaram a se fixar na região de Cedral no finalzinho do século 19, mas, somente por volta de 1910, Felício Bottino e sua esposa Pierina Annaratone Bottino, Severiano Vicente Ferreira e Felipe Scarpelli deram início ao arraial, primeiramente denominado Cedro e depois Cedral.
Existe uma versão que considera Felício Bottino como fundador, em 1906.
Segundo José Roberto Perozim, autor do livro As Raízes do Cedro, o casal Bottini se instalou em terras adquiridas de Nicolau Pietro (Nicola di Pietro). Na mesma época, instalavam-se nas proximidades Ozéias e Francelino Pereira da Mota após comprarem uma gleba de terra do agrimensor Roberto Todd Locke, junto ao córrego Lajeado, enquanto Severiano Vicente Ferreira instalou-se com a sua família na margem do córrego das Palmeiras.
Histórico publicado pelo IBGE informa que coube a Felício Bottini a construção da primeira casa e próximo a ela outros foram construindo. Com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Araraquara – EFA e a inauguração da estação, Felipe Scarpelli e Francisco Baione iniciaram a venda de lotes, dando impulso ao núcleo urbano, surgindo novos moradores como Nicolau Azziz, Francisco Turano, Antônio Alves, Júlio Xavier Mendonça, Marco de Sandre, Pedro Franzini, Manoel de Oliveira Jordão, Pedro Lucato, Carlos Dias Barbosa, João Facchin, Luiz Guidolin, Ricardo Guidolin e Eduardo Alves Ferreira e outros.
Em 1 de junho de 1916, a Câmara Municipal de Rio Preto nomeou Elvira Faro para o cargo de professora da escola da Estação de Cedral e, em 2 de maio de 1917, nomeou Elias Goulardins como fiscal.
Altino Arantes, governador (presidente) do estado de São Paulo, assinou a Lei Estadual nº1.664, em 27 de novembro de 1919, criando o Distrito de Paz de Cedral, com as seguintes divisas: começam no córrego Taperão, onde a estrada de rodagem que de Rio Preto vai a Ibirá corta este córrego; seguem por este espigão divisório da fazenda Macacos, daí seguem por este espigão até o perímetro divisório da fazenda Rio Preto, seguem por este até a divisa das fazendas Cedro; daí com a reta de 40 graus sudoeste, até ao espigão da fazenda Ribeirão Claro, dividindo com o distrito do igual nome, seguem por este espigão até encontrar o perímetro que serve de divisa entre as fazendas Barreiro Sujo (ou Barrinha) e Palmeiras; daí por este perímetro até ao espigão divisório da fazenda São Domingos, seguem por este até frontear as cabeceiras do córrego Invernada e daí, por uma reta, até o ponto de partida.
Entre 1919 e 1929, a Câmara Municipal de Rio Preto nomeou para Cedral os subprefeitos Joaquim Costa, Felipe Scarpelli, Manoel Reino, Manoel Ribeiro, Jorge de Carvalho, coronel Júlio Xavier de Mendonça, Guilherme Buosi e Messias Vicente Ferreira.
Em 1922, Cedral figurava como o terceiro maior distrito de paz de Rio Preto em arrecadação, com 48:500$000 (quarenta e oito contos e quinhentos mil réis), equivalentes a 5,9% do total da arrecadação de Rio Preto.
O governador Júlio Prestes de Albuquerque, assina em 27 de novembro de 1929, a Lei estadual nº 2.399, criando o município de Cedral.
Fonte: Disponível em <rmriopreto.com.br>, nas letras D, F e M.
