Em seu livro sobre a História de Bálsamo, Cândido Brasil Estrella narra que vendeu uma gleba de terras para dona Lourença Diogo Ayala e seus filhos Pedro e Salustiano, a preço de ocasião e parcelado a perder de vista. Os dois rapazes eram trabalhadores rurais que prestavam serviço nas terras dos Estrellas. Cândido ressalta que no contrato de venda estava assegurado que parte das terras deveria ser doada para formação do patrimônio de Nossa Senhora da Paz. Dessa forma, Cândido, dona Lourença, Pedro e Salustiano são os fundadores de Bálsamo.
No dia 6 de dezembro de 1920, o jornal rio-pretense A Cidade, dirigido por Jacob Blumer, informava aos seus leitores de que no dia “27 de novembro”, entre as fazendas Taquarussu, Perobas e Bálsamo, havia sido inaugurado o Patrimônio de Bálsamo, conferindo a fundação a Cândido Brasil Estrela. O jornal dizia que no meio da futura povoação passava “a movimentada via de automovel que liga Rio Preto a Tanaby e pertencente ao nosso zeloso patrício Sr. Feliciano Salles. Tem ahi uma estação, onde ha tambem uma variado estabelecimento comercial”.
O lugar escolhido para a fundação da cidade era conhecido, primitivamente, por Garagem, por ser um dos pontos das jardineiras de Salles Cunha e fazia parte das terras vendidas a dona Lourença Ayala.
O historiador Neto Geraldes, no site oficial da Prefeitura de Bálsamo, informa que “o município de Bálsamo foi fundado em 17 de novembro de 1920” e que as terras pertenciam a Lourença Diogo Ayala e seus filhos, Pedro e Salustiano. Ele informa que “vizinho a eles, o engenheiro José Portugal Freixo, dono de milhares de alqueires de terra na região, pediu a seu sobrinho, Cândido Brasil Estrella, que demarcasse as áreas da fazenda Bálsamo, recentemente comprada pelos irmãos Ayala. Cândido pediu, então, a doação de parte da margem esquerda da cabeceira do córrego para a formação de um patrimônio, o que foi aceito. Uma estrada foi aberta, então, cortando as terras, com o apoio de Feliciano Salles Cunha, e, na década de 20, uma garagem foi construída ali.”
Geraldes ressalta que inicialmente o povoado recebeu a denominação de Nova Paz do Bálsamo, e confirma que existência do ponto de jardineiras, o que fez com que a população logo passasse a chamar a vila de Garage.
Bálsamo é conhecida como “Cidade das Palmeiras”, por causa da iniciativa de Yolando Vidigal que, no final da década de 1930 trouxe do Rio de Janeiro algumas mudas de palmeiras imperiais para plantar no jardim da matriz, informa Geraldes, afirmando que “devido a seu tamanho e belezas marcantes, conforme cresciam em redor da praça, chamavam a atenção dos moradores, que apelidaram, carinhosamente, o município de ‘Cidade das Palmeiras’.
Dois anos e quatro meses depois, em 13 de março de 1923, era o distrito policial de Bálsamo, no município de Rio Preto, pelo Decreto nº 112, assinado pelo governador Washington Luís. E antes de completar três anos, em 18 de dezembro de 1925, o governador Carlos de Campos assina, a Lei Estadual nº 2.086, criando o município de Mirassol e, dentro dele, o Distrito de Paz de Bálsamo.
No dia 30 de dezembro de 1953, por meio da Lei Estadual nº 245, assinada pelo governador Lucas Nogueira Garcez, foi criado o Município de Bálsamo, com seu território sendo desmembrando do município de Mirassol. O novo município foi instalado em 1º de janeiro de 1955, quando tomaram posse as autoridades eleitas em 3 de outubro de 1954: Demir Zamariolli, eleito prefeito com 680 votos; José Geraldes, vice-prefeito. Para compor a Câmara Municipal foram eleitos Dário Rochelle do Amaral, 81 votos; Fernando Sanches, 102 votos; João Borduqui, 57 votos; João Ramos Oliveira 50 votos, José Antonio Carmona 74 votos; José Martins, 62 votos; Júlio Geraldes 55 votos, Miguel Soler 53 votos e Orlando Casado, 63 votos.
Fonte: Disponível em <letras D, F e M de rmriopreto.com.br>, nas letras D, F e M.;https://balsamo.sp.gov.br/post/historia-1483005233
