QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na
Luiz Felippe Gonzaga de Campos, um dos maiores mineralogistas do Brasil

Povoado surgido por volta de 1933 com a construção de uma estação de embarque de gado da Estrada de Ferro Araraquarense – EFA, na altura do quilômetro 207,4. A estação foi inaugurada¹ em 4 de março de 1933. Tornou-se pouso dos boiadeiros que vinham embarcar o gado.

O povoado apareceu em documentos oficiais pela primeira vez em 1948, quando tinha 16 prédios residenciais.

Um ano antes, em 1947, a ACIRP pediu à direção da EFA que fizesse um bebedouro e fixasse um funcionário no vilarejo para cuidar da passagem do gado.

Decreto-Lei n° 14.196, de 25 de setembro de 1944, assinado pelo governador Fernando Costa, desapropriou duas áreas perto da estação Gonzaga de Campos: uma de 62.647 metros quadrados de propriedade de Generoso Otero e outra de 20.880 metros quadrados, de Chaim José Elias, para a Estrada de Ferro Araraquara – EFA.

Em 14 de setembro de 1968, o deputado estadual Hélio Mendonça apresentou o projeto de lei nº 433, criando o distrito de paz de Gonzaga de Campos em São José do Rio Preto. Não foi aprovado.

Com o crescimento da cidade, a povoação tornou-se um bairro residencial ao lado do Distrito Industrial Waldemar de Oliveira Verdi.

Nos anos de 1980, o prefeito Manoel Antunes promoveu a instalação do bairro São José Operário anexo Gonzaga de Campos.

O nome do bairro foi estabelecido em 1933, pela estrada de ferro, e é uma homenagem a um dos maiores estudiosos de mineralogia do Brasil, Luiz Felippe Gonzaga de Campos.
Nascido no Maranhão em 1856, ele se formou em 1879 na Escola de Minas de Ouro Preto.
Em 1907, foi nomeado diretor do Serviço Geológico e Meneralógico do Brasil, após estudar as jazidas de ouro da Lagoa Dourada, em São João Del-Rey, em Minas Gerais, e em Apiaí, no estado de São Paulo, interior de São Paulo.

Na edição do dia 2 de julho de 1905, o jornal O Porvir registra e agradece a presença em São José do Rio Preto dos engenheiros Gonzaga de Campos, Horácio Williams e Queiroz Botelho, e do médico Horace Lane. Eles estiveram na região para explorar o curso do rio Tietê até o rio Paraná até o Porto Taboado, desempenhando uma missão governamental e aproveitaram para descansar e conhecer Rio Preto.

Estudou e trabalhou com o sueco Orville Derby e com Pandiá Calógeras.

Foi professor de Minas na Escola Politécnica do Rio Janeiro.

Responsável pela constituição da Carta Geográfica e Geológica de São Paulo, criou a Estação Experimental de Combustíveis e Minérios e a Missão Fleury da Rocha.

Responsável pela regulamentação da Lei de Minas do Brasil.

Autor do livro Mappa Florestal, editado em 1912.

Ele faleceu em 1925.


Fonte:  www.quemfazhistoria.com.br; 1 – http://www.estacoesferroviarias.com.br/g/gonzcampos.htm; O Imparcial, Rio de Janeiro, 1ª página, 20/06/1925, edição nº 4.562