Foi-se o primeiro amor,
Depois outros se foram.
Chegaram novos amores,
Como os outros chegaram.
E com a mesma intensidade me amaram
E sem espanto descobriram os meus segredos.
A todos eu dei o mesmo amor
O mesmo ardor, o beijo ávido e quente
A mão dançando no palco da pele.
Os sonhos? Eu os guardei no fundo do peito.
Não os dei. Nem os revelei.
Já pensou se eu dissesse a cada um deles:
“Você é o único, mas não o primeiro,
E doravante será o derradeiro!”.
Eles partiriam ainda mais rápido
do que quando chegaram.
E eu continuei a esperar pelo amor verdadeiro.
