A Fábrica Paroquial (Phabrica Parochial) era uma instituição que cuidava dos bens da paróquias católicas. Uma espécie de conselho de leigos. Em tese, o pároco cuidava do bem-estar espiritual dos fiéis, enquanto o fabriqueiro, nome dado à pessoa escolhida para gerir os bens materiais da igreja, cuidava da administração financeira.
Dessa forma, o cemitério que estava instalado na região onde hoje é a praça Barão do Rio Branco (sob os protestos contrários do engenheiro Ugolino Ugolini, apontando que o local estava contaminado por chorume dos cadáveres, foi construído no local, em 1916, o 1º Grupo Escolar e, depois, em 1967, o Fórum) era conhecido como “Cemitério da Fábrica” e nele só podiam ser sepultados os mortos que fossem católicos.
Os protestantes de Rio Preto e região, que eram poucos, eram sepultados em um pequeno cemitério onde hoje está o Edifício Deputado Bady Bassitt, ao lado a Igreja Presbiteriana Independente, na rua Voluntários de São Paulo.
Foram fabriqueiros, entre outros, no final do século 19 e início do século 20, Ernesto de Assis Bemfica e Belmiro Gomes.
