O serviço dos Correios teve início em Rio Preto em 1855, com a nomeação da agente Ana de Paula, mas somente 22 anos depois, em 1877, Orozimbo Miguel Abreu foi contratado como estafeta: sua tarefa era buscar as correspondências duas vezes por mês, em Araraquara, ganhando 25$000 (vinte cinco mil réis) por viagem. Com tempo bom, ele gastava três dias para ir e três para voltar. Em 23 de maio de 1888, segundo jornal o Correio Paulistano, foi nomeado agente José Baptista da Rocha,.

Em 9 de julho de 1908, foi sancionada a lei nº 68, pela Câmara Municipal, criando  uma linha de correio particular entre Rio Preto e o distrito de Ibirá. Naquela época, o serviço de correio era de competência municipal. Em 5 de setembro de 1909, as partidas e chegadas de correspondências passaram a ser de dois em dois dias.
Entre 1911 e 1914, a Câmara nomeou vários estafetas para os distritos: em 1 de junho de 1911, Andrelino Pinto Alvim foi nomeado estafeta do Correio Municipal para Rio Preto e o distrito de Itapyrema; em 14 de fevereiro de 1914, Joaquim Rezende Pereira foi nomeado  para fazer o trajeto de Rio Preto a Tanabi sendo substituído dois meses depois, em 13 de agosto de 1914, por Francisco Borges de Toledo; em 3 de setembro de 1914, Ângelo Antunes dos Santos tornou-se o novo estafeta para Itapyrema; e em 27 de dezembro de 1915, Armando Luiz Moraes foi nomeado estafeta para Monte Aprazível.

Com o advento das jardineiras e estradas de Feliciano Salles Cunha, a figura do estafeta desapareceu. Prova disso é o pedido de subvenção feito à Câmara, em 18 de maio de 1922, por Salles Cunha, na ordem de 200$000 (duzentos mil réis) mensais para condução das malas do Correio para Cachoeira, atual Nipoã; São Jerônimo e Lagoa, atual Nova Itapirema.

Já na fase do serviço federal, em 1 de outubro de 1937, um projeto de lei dos vereadores Coutinho Cavalcanti e Pedro Góes, abriu crédito de 40:000$000 (quarenta contos de réis) para a compra de terreno para ser doado à União para a construção da agência dos Correios e Telégrafos em Rio Preto. Um mês depois, em 8 de novembro de1937, a Câmara abriu um crédito de 21:000$000 (vinte e um contos de réis) para uma composição amigável com a Associação Teatral Rio-pretense para a ocupação de um terreno para os Correios — na atual atual rua Voluntários de São Paulo, entre Marechal Deodoro e Delegado Pinto de Toledo (antiga sede da Telesp). Mas, o crédito não teve validade por causa do Golpe do Estado Novo, aplicado por Getúlio Vargas dois dias depois, em 10 de novembro. Com a vigência da ditadura getulista, a Câmara foi dissolvida.

Poucos dias antes, em 19 de agosto de 1937, o presidente da ACIRP, José Beolchi, havia estado no Rio de Janeiro e tivera uma audiência com o ministro de Viação e Obras Públicas, João Marques dos Reis, a quem pediu a construção do prédio dos Correios. Beolchi havia voltado da capital federal com cópia da planta do prédio, fornecida pelo engenheiro Romeu Albuquerque Gouvêa e Silva.

O Estado Novo não desanimou os rio-pretenses na luta pelo prédio dos Correios, que tinha na diretoria na ACIRP a sua principal defensora. Ainda no início de março de 1938, Beolchi voltou ao Rio de Janeiro e desta vez tratou do assunto com o coronel Mendonça Lima e o capitão Faria Lemos, responsáveis pelos Correios. Beolchi não ficou contente com a conversa dos dois militares e conseguiu uma audiência com o presidente Getúlio Vargas, para quem entregou um memorial esclarecendo a reivindicação dos rio-pretenses. No dia 9 de junho de 1938, Beolchi recebia um telegrama assinado por Faria Lemos informando de que a verba para a construção do prédio dos Correios em Rio Preto estava sendo alocada no Orçamento de 1939.

Na véspera do Natal de 1939, o prefeito Cenobelino de Barros Serra reuniu um grupo de convidados, entre eles o bispo D. Lafayette Libânio, José Beolchi e o engenheiro dos Correios, Plínio de Souza Aguiar e o agente postal Carlos Duarte Silva, às 10 horas da manhã, na esquina das ruas Voluntários de São Paulo e Prudente de Moraes, para o lançamento da pedra fundamental para a construção do prédio. O jovem advogado Aloysio Nunes Ferreira discursou em nome da ACIRP, ressaltando a luta de Beolchi junto ao governo federal pela liberação da verba para esta obra. Em 23 de março de 1942, o diretor regional dos Correios, João Alcântara da Cunha esteve na cidade para vistoriar as obras em finalização e, em 1º de maio chegava à cidade uma caravana de autoridades estaduais encabeçada pelo secretário de Justiça, Abelardo César Vergueiro, para a inauguração da nova sede dos Correios e Telégrafos.

Oito anos mais tarde, em julho de 1950, a ACIRP decidiu encaminhar uma correspondência à diretoria dos Correios, solicitando medidas urgentes para reformar o prédio em Rio Preto que, segundo Amadeu Lorga, havia se tornado acanhado. Lorga defendia a demolição do prédio inaugurado em 1942 e a construção de um novo edifício “condizente com o volume dos serviços postais da cidade e da região”.

A construção do novo prédio para os Correios voltou à pauta de discussão na cidade em fevereiro de 1952, por causa de uma campanha pública iniciada pelo jornal Diário da Região pela melhoria dos serviços postais. Três anos depois, em setembro de 1955, o líder do Partido Social Progressista – PSP na Câmara dos Deputados, Arnaldo Cerdeira, informou à Câmara Municipal sobre a disposição de uma verba no valor de CR$ 1 milhão no Orçamento Federal para a construção do novo edifício dos Correios em Rio Preto. A verba havia sido incluída pelo deputado Herbert Levy.

Em março de 1956, Joaquim Estrella Maia, então presidente da Associação Comercial, em viagem ao Rio de Janeiro, repetiu o gesto de José Beolchi e, acompanhado do deputado estadual Sólon Varginha, esteve em audiência com o ministro da Viação e Obras Públicas, Lúcio Martins Meira, para solicitar o novo prédio e a implantação de uma diretoria regional dos Correios na cidade. Aliás, essa diretoria regional vinha sendo reivindicada deste 1938. Depois, eles foram ao Congresso Nacional e reuniram-se com os deputados Ulisses Guimarães e Ranieri Mazzilli para garantir apoio às pretensões dos rio-pretenses. Em outubro, sete meses depois da visita, Ulisses Guimarães informava à Câmara Municipal que havia conseguido liberar a verba de CR$ 1 milhão para o início imediato das obras da sede regional dos Correios e, um mês depois, em novembro, presidente Juscelino Kubitschek assinava a autorização o início das obras.

Os rio-pretenses entendiam que o novo prédio era meio caminho andado para a conquista de uma regional. Três anos depois, em 19 de julho de 1959, a cidade recebia a visita do diretor-geral dos Correios, coronel Everardo de Simas Kelly, e a pauta da conversação foi a regional. O encontro aconteceu na sede da ACIRP com discursos de Adelino Mendes, Francisco Matera e Simas Kelly que prometeu se empenhar para atender as reivindicações que lhe foram feitas.

Em julho de 1964, os deputados Ranieri Mazzilli, Ulisses Guimarães e Maurício Goulart confirmavam, em telegramas diferentes, a criação da Regional, mas a autorização só saiu em 22 de fevereiro de 1965. O funcionamento ainda demorou um ano para ser iniciado: em 20 de março de 1966, tendo como primeiro diretor regional Virgílio Antônio Simionato, que ficou no cargo até 1969.
Em 21 de setembro de 1974, foi criada a Agência Filatélica de Rio Preto tendo como gerente João Carlos Ruller. A cerimônia de instalação contou com a presença do ministro das Comunicações, Euclides Quandt de Oliveira.

Ocuparam o cargo de diretor regional dos Correios:
Virgílio Antônio Simionato, de 1966 a 1669
Olegário Dantas, de 1969 a 1974
Manoel Antunes, de 1974 a 1975
José Mário Aleixo, de 1975 a 1990

Em maio de 1990, foi extinta a diretoria regional dos Correios e a agência rio-pretense ficou vinculada à regional de São Paulo. Gilberto Bíscaro Mendes tornou-se a autoridade máxima dos Correios na cidade, ocupando o cargo de administrador até 3 de fevereiro de 2000. No dia seguinte o cargo passou a ser ocupado por Rubens Antonio Cláudio.


Fonte:https://quemfazhistoria.com.br; correio paulistano, 23/05/1888, pág. 1, edição 951