
Hoje faz 45 anos que faleceu o engenheiro eletricista e cinco vezes prefeito de Cedral, Antônio dos Santos Galante, um dos principais heróis da Revolução Constitucionalista de 1932.
Galante não foi apenas um homem de números e cálculos; foi um “engenheiro de destinos”. Nascido em Piracicaba, no dia 8 de janeiro de 1904, Galante consolidou sua trajetória em Cedral e região, deixando um legado que equilibrou o rigor técnico da engenharia, o fervor da luta democrática e uma profunda dedicação ao bem-estar social. Tinha 27 anos e seis dias quando assumiu a Prefeitura de Cedral, em 1931, deixando a administração em agosto.
Quando, um ano mais tarde, em 9 de julho, estourou a Revolução Constitucionalista, ele se levantou como um de seus líderes regionais. Sua participação no movimento em prol de uma Constituição para o Brasil demonstrou cedo sua inclinação para a liderança e a defesa de princípios democráticos.
Essa vocação o levou a uma carreira política sem precedentes em Cedral. Antônio dos Santos Galante é uma das raras figuras a ter ocupado o cargo de Prefeito Municipal por cinco vezes, atravessando diferentes eras da política brasileira:
Década de 30: Seu primeiro mandato (1931).
Década de 40: Retornou ao poder em 1946.
A Era Democrática: Comandou a cidade de 1948 a 1952 e de 1956 a 1959.
Anos de Chumbo: Seu último mandato estendeu-se de 1964 a 1969.
Além do Executivo, serviu como vereador em duas legislaturas (1952-1955 e 1960-1963), demonstrando que seu compromisso com Cedral era independente do cargo que ocupava. Sua influência ultrapassou as fronteiras municipais, chegando à presidência da Associação Paulista dos Municípios – APM, onde defendeu o fortalecimento das cidades paulistas.
Em 1951, Galante foi um dos pilares da fundação do que viria a ser o Consórcio Intermunicipal da Araraquarense de Proteção ao Menor, hoje conhecido e respeitado como Instituto Alarme, ligado ao Instituto AmAA. Ele presidiu a instituição entre 1961 e 1968, consolidando um trabalho de assistência e educação que transformou a vida de muitos de jovens na região de São José do Rio Preto.
Homenagens e Memória
O reconhecimento ao seu trabalho está eternizado no mapa das cidades que ele ajudou a construir:
Em São José do Rio Preto: Dá nome a uma importante rua no Jardim Francisco Fernandes, conectando as avenidas Brigadeiro Faria Lima e José Munia.
Em Cedral: É homenageado com o nome de uma avenida principal, que serve como via de acesso fundamental para a zona rural e estradas municipais.
Antônio dos Santos Galante faleceu em Cedral, no dia 29 de janeiro de 1981, exatamente 77 anos após o seu nascimento. Ele permanece na memória regional como um exemplo de homem público que uniu a capacidade técnica à sensibilidade social.
