QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

O prefeito Adolpho Guimarães Corrêa iniciou a “sarjeteação” da cidade em 1908, calçando as primeiras ruas do centro.

Em 6 de fevereiro de 1919, a Câmara Municipal autorizou o prefeito Victor Brito Bastos a abrir concorrência para o calçamento das ruas XV de Novembro, Antônio Olympio (atual Voluntários São Paulo), Bernardino de Campos, General Glycerio, Commercio (atual Coronel Spínola), Pedro Amaral e Rubião Júnior, com largura de oito metros, em paralelepípedos de granito superior de 22 a 28 centímetros de cumprimento e de 12 a 15 centímetros de largura e de altura; as guias de sarjetas tinham 80 centímetros e 2 metros de comprimento, e 40/45 centímetros de  altura com 12 centímetros de espessura.

Dois anos depois, em 1 de fevereiro de 1921, os vereadores autorizaram o prefeito Presciliano Pinto a anular concorrência para o calçamento da cidade, mandando abrir nova licitação, desta vez para calçar a cidade no sistema de “macadamização”, começando com 60.000m2. O empreiteiro Antônio Finelli deu preço de 11$000 (onze mil réis) por metro quadrado de calçamento e 5$500 (cinco mil e quinhentos réis) por metro linear de guias, isso no dia 11 de abril de 1921. No dia 1 de julho, Presciliano pediu à Câmara a anulação desta concorrência e aprovação de uma autorização para que a Prefeitura pudesse executar as obras com serviços próprios, ao preço de 10$500 (dez mil e quinhentos réis) o metro quadrado de calçamento e de 5$500 o metro linear de guias.

A experiência estatal não deu certo, tanto que em 1 de abril de 1925, a Câmara autorizou Antônio Finelli a substituir as guias de granito por guias de arenito, mudando o preço do metro linear de 10$000 para 9$000.

Em 7 de junho de 1954, a Câmara outra autorização permite a contratação do empreiteiro Antônio Luporini para asfaltamento das ruas da cidade, iniciando um novo processo de calçamento: a pavimentação asfáltica. Poucos dias antes, em 23 de maio, o prefeito Philadelpho Gouveia Neto havia encaminhado à  Câmara projeto instituindo o Plano Rodoviário Municipal. O serviço de asfaltamento foi colocado sob responsabilidade do engenheiro Perseu Leite de Barros.

Com o prefeito Alberto Andaló, a partir de 1956, a cidade entrou definitivamente na “era do asfalto”, com o arquiteto Eiras Garcia traçando aquelas que viriam ser as grandes artérias de tráfego de Rio Preto: as avenidas Alberto Andaló, Bady Bassitt e Philadelpho Gouveia Neto, cumprindo o vaticínio do coronel Adolpho Guimarães Corrêa que, no início do século, em artigo publicado no jornal O Porvir, profetizava o surgimento de uma grande avenida, “do tipo avenida Rio Branco do Rio de Janeiro”, às margens do córrego Borá.


Fonte: www.quemfazhistoria.com.br