No dia 1º de maio de 1895, o presidente da Câmara Municipal Pedro Amaral solicitou junto ao governo estadual uma verba de 30:000$000 (trinta contos de réis) para construir a primeira Cadeia Pública da cidade. Note-se que a verba solicitada representava quase o triplo do Orçamento Municipal para aquele ano, que foi de 11:230$000 (onze contos, duzentos e trinta mil réis).
Até por volta de 1890, os presos ficavam acorrentados na sacristia da Capela, onde hoje ergue-se a Catedral de São José. Em 1890, foi improvisada uma cadeia na rua do Commercio (atual General Glicério), na frente havia uma macaúba torta, onde os presos mais perigosos ficavam acorrentados durante o dia.
Em 1 de julho de 1897, a Câmara Municipal autorizou o intendente (prefeito) Francisco Antônio Braga a comprar uma casa de propriedade de Francisca Barbosa de Jesus, por 7:000$000 (sete contos de réis), pagando no ato 5:298$040 (cinco contos, duzentos e noventa e oito mil e quarenta réis) e o restante em um ano, para a instalação da Cadeia Pública. Em 1898, segundo documentos do Estado, cinco pessoas morreram em todo o vasto território do Município: três vítimas de homicídio, uma por queimadura e uma de velhice. São informações questionáveis; os números de óbitos, no Cartório é muito maior.
Em 8 de julho de 1909, o governo estadual finalmente liberou uma verba de 24:158$707 (vinte e quatro contos, cento e cinquenta e oito mil e setecentos e sete réis) para a construção da Cadeia, cuja obra foi concluída em 1911, onde hoje está o prédio dos Correios, na esquina das ruas Voluntários de São Paulo e Prudente de Moraes.
A Cadeia funcionou neste prédio até 1924, quando foi construído um novo edifício, apelidado de “Castelinho”, para abrigar a Cadeia, a Delegacia de Polícia e o Fórum. Essa construção, na esquina das ruas Delegado Pinto de Toledo e General Glicério, foi demolida em 1958.
Em 12 de julho de 1926, a Câmara aprovou projeto de lei autorizando o prefeito Alceu de Assis a assinar convênio com o Estado, com base na “Lei Washington Luís”, para aproveitar os presos da Cadeia Pública no conserto de ruas e estradas a 4$000 (quatro mil réis) por dia.
Construído inicialmente para abrigar a Escola Prática de Agricultura, o edifício foi transformado e adaptado para abrigar, a partir de 1955, o Instituto Penal Agrícola – IPA, que somente foi desativado em 29 de dezembro de 2010, pelo governador Geraldo Alckmin, após a construção de um conjunto presidiário junto ao CDP, na rodovia na rodovia 153.
Em 4 de setembro de 1976, era inaugurada a Cadeia Pública Dr. Benjamin de Oliveira Abbade, que ficou conhecida como “Cadeião do Eldorado”, localizada na rua Fernandópolis, nº 2510, no bairro Eldorado, na região norte da cidade. Cinco meses antes da inauguração, em 1 de abril chegaram os primeiros presos. Com capacidade para abrigar 230 presidiários, a Cadeia chegou a ter 550 presos.
Ao longo do tempo, foram registrados várias rebeliões, o que levou a sociedade civil a iniciar um movimento político pela desativação do Cadeião. Para desativar o Cadeião, o governo estadual construiu, na margem da rodovia federal Presidente João Goulart – BR 153, na altura do Km 47, o 18º Centro de Detenção Provisória – CDP, com capacidade para abrigar 768 presos, a um custo de R$ 8,1 milhões. O CDP foi inaugurado no dia 24 de outubro de 2002.
Dentre seus diretores estão João Marechal Furlan de 1/4/1976 a 12/8/1985
Roberto Carlos Musegante de 13/8/1985 a 26/7/1987
Armando Cardoso Machado de 27/7/1987 a 2/2/1988
Paulo Costa de Paula de 3/2/1988 a 17/7/1988
João Gonçalves de Carvalho de 18/8/1988 a 27/1/1989
Dimas Paulo Ribeiro de 28/1/1989 a 20/2/1990
Celso Pradela de 21/2/1990 a 22/10/1992
Nelson Aguera Garcia de 23/10/1992 a 8/1/1996
Ibraim Navarro de 9/1/1996 a 24/7/1998
Rubens Cardoso Machado Junior de 25/7/1998 a 22/3/1999
Alcides Busnardo de 23/3/1999 a 6/2/2000
Genival Ribeiro dos Santos, de 7/2/2000 a 2002
