QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

A primeira referência oficial sobre Ibirá é de 1902, quando foi criado o distrito policial de São Sebastião da Cachoeira, distante de Rio Preto oito léguas (cerca de 38,6 quilômetros). Já no ano seguinte, em 1903, a Câmara Municipal de Rio Preto registrava que o povoado de São Sebastião da Cachoeira tinha uma população superior a 300 almas (habitantes) e mais de 50 casas, enquanto na zona rural do distrito, viviam cerca de 5.000 almas.
Com essa informação dos vereadores rio-pretenses, os deputados paulistas aprovaram a criação do Distrito de Paz de São Sebastião da Cachoeira. Os vereadores rio-pretenses também reservaram no Orçamento Municipal de 1904 uma dotação de 900$000 (novecentos mil réis) para o salário de um professor.

Segundo o IBGE, Ibirá foi fundada por José Bernardino de Seixas, que se mudou de Casa Branca para o Sertão de Rio Preto, em 1881, instalando-se com a família junto ao Ribeirão das Bicas mas, devido à insalubridade do lugar, próximo ao ribeirão Cubatão (também chamado de Barra Mansa), cheio de alagados, ele se deslocou cerca de três quilômetros para o norte, para um ponto mais alto, onde teria fundado o patrimônio de São Sebastião da Cachoeira.

O governador Jorge Tibiriçá assinou em 14 de agosto de 1906, a Lei Estadual nº 996, criando o Distrito de Paz de Ibirá com as seguintes divisas: começam na ponte de São Domingos, estrada de Jaboticabal, seguem em rumo a encontrar as cabaceiras do córrego da Limeira, e por este abaixo até as divisas da fazenda Cachoeira e seguem dividindo com as fazendas Paula Vieira, Três Córregos e Boa Vista, até ao Cubatão, por este acima até as cabeceiras e daí seguem ao alto do espigão do Cubatão, no ponto em que dividem as fazendas Cubatão, Três Barras e Moreiras e daí descem até apanhar o córrego da Barra Grande e por este abaixo até ao ponto onde tiveram princípio as divisas.

Ainda em 1906, o governo estadual decidiu mudar o nome de São Sebastião da Cachoeira para Ibirá que, segundo o historiador e geógrafo Teodoro Sampaio, significa “madeira” na língua tupi-guarani: Ybyrá. O novo nome demorou a pegar, tanto que no dia 1 de setembro de 1907, a própria Câmara Municipal de Rio Preto enviou documento ao governo estadual com dados demográficos sobre “São Sebastião da Cachoeira”. Eram os mesmos de 1905.
Em 1920, os números do Orçamento de Rio Preto registravam que Ibirá era o quarto maior distrito do Município em termos de arrecadação: estava prevista uma receita de 48:000$000 (quarenta e oito contos) o que representava 5,9% do Orçamento global do Município.
Em 9 de março de 1912, a Câmara Municipal de Rio Preto nomeia José Oliva como subprefeito de Ibirá.

Em 12 de dezembro de 1921, o governador Washington Luís assinou a Lei Estadual nº 1.817 criando o município de Ibirá com as seguintes divisas: começam no ribeirão Cubatão, na confluência do córrego dos Borges, sobem por esta até a sua cabeceira principal, daí seguem à direita pelo espigão que separa as águas do rio Cubatão das do seu afluente Borá; continuam pelo espigão divisor das águas que à direita correm para o Cubatão e à esquerda para o rio Preto e ribeirão São Domingos até uma linha reta que une as cabeceiras dos córregos do Taquary e Limeira; seguem por esta reta até a cabeceira do córrego Limeira, seguem pelo córrego Limeira abaixo até a sua confluência no ribeirão das Bicas, sobem por este acima até ao primeiro córrego existente na sua margem esquerda, subindo por este até a sua cabeceira, daí em reta até a cabeceira do córrego S. Bertho (?), seguem por este até a sua confluência com o ribeirão Cubatão e por este abaixo até a confluência do córrego dos Borges, onde tiveram começo.


Fonte: Disponível em <rmriopreto.com.br>, nas letras D, F e M.