Fazendeiro –
Considerado o doador da área que formou o patrimônio de Nossa Senhora da Abadia, que deu origem ao povoado de Água Doce, atual Icém.
Um dos fundadores de Icém.
Em 1919, ele construiu um sobrado na esquina da praça da matriz, a que até hoje, apesar do estrado de abandono, domina a visão estética da área central da cidade.
Em 2 de fevereiro de 1926, A Notícia informa que o coronel Salustiano Custódio da Silveira foi assassinado, em 30 de janeiro, em uma emboscada na estrada que liga Itambé (atual Ibitu) a Olímpia.
No dia seguinte, O Município traz nova informação dizendo que a morte do coronel estava ligada a uma velha questão de terras na comarca de Barretos que já havia ocasionado outras mortes, incluindo a do “coronel Itagyba” anos atrás. Uma segunda versão dizia que não, que era na verdade uma questão política em Olímpia, onde Salustiano presidia o Partido Popular.
O jornalista complementou que;
“a vítima residia em Icem; era possuidor de grandes e importantes propriedades, entre as quais as terras que margeam a Cachoeira do Maribondo.
O assassinato se deu na estrada de Icém à Barretos, para onde se dirigia a vítima, que era esperada por um grupo de capangas, tocaiados. Ao passar pelo grupo foi agredido a tiros, vindo a falecer.
A família da vitima é numerosa: entre ela conhecemos o senhor Francisco Procópio, genro da vítima, filho do falecido senhor Procópio Ribeiro.”
Em 3 de março, O Município trouxe a conclusão do inquérito. Segundo o delegado Carvalho Franco, auxiliado pelo delegado de Barretos, dr. Costa Netto, “com a valiosa colaboração” da Delegacia Regional de Polícia de Rio Preto, comandada pelo delegado Pinto de Toledo e pelo comissário Tavares de Almeida, as investigações concluíram pela culpabilidade de José Corrêa da Silva Filho (Zequinha Corrêa), fazendeiro e político de Guaraci, como mandante do crime, e de Olympio Ribeiro Boaventura, vindo de Goiás, e de Daniel José de Souza, empregado do mandante. A informação foi confirmada pelo jornal concorrente, A Notícia.
No dia 25 de maio, Zequinha Corrêa foi preso pela polícia. Estava homiziado em Água Comprida e, menos de dois meses depois, em 14 de julho, O Município anunciava a fuga de Zequinha Corrêa da cadeia de Barretos. Segundo o delegado de Olímpia, Hernani Ferreira Braga, quatro presos haviam fugido de forma tal que o delegado prendeu o carcereiro e a guarda da cadeia para averiguação dos fatos.
Dá nome à Praça da Matriz, entre a avenida Simpliciano Custódio da Silveira e as ruas Ovídio Custódio Moreira, Balbina Ribeiro da Silveira e Papa João XXIII.
Coronel da Guarda Nacional.
Local de nascimento: ??/??
Data de nascimento: 29/01/1875
Local de falecimento: Olímpia – SP
Data de falecimento: 20/01/1926
Fonte: https://qemfazhistoria.com.br; o município, 02/02/1926, edição 682 e 25/05/1926, edição 771
