QUEM e o QUE

são HISTÓRIA na

QUEM e o QUE são HISTÓRIA na

Segundo a história oral narrada por José Amêndola (filho de Paschoal Amêndola, que se mudou para o povoado em 1924) e publicada no site oficial da Prefeitura de Sales, a cidade surgiu em 1917, quando Anna Cândida da Silva, mais conhecida por Leopoldina, mandou fazer uma planta para traçar um povoado ao qual deu o nome de Capoeirinha. Leopoldina fazia parte do grupo dos primeiros habitantes da região do córrego Cervinho, no eixo do Caminho de Cuiabá, também conhecida como Estrada Geral, antiga estrada aberta pelo governo imperial, acompanhando o lado direito do rio Tietê, ligando Araraquara à Colônia Militar de Itapura, passando por Boa Vista das Pedras (atual Itápolis) e pela Colônia Militar do Avanhandava. As colônias militares foram instaladas em 1858, mas tiveram pouca relevância na Guerra do Paraguai (1865/1870).

Ainda, segundo Amêndola, os primeiros moradores começaram a abrir fazendas nesta região a partir de 1900; foram eles: Belarmino Ribeiro de Oliveira e sua mulher, Helena Cândida da Silva; Francisco Antonio Lima e sua mulher, Anna Cândida da Silva; e Sebastião Pinto, José Mendes Fernandes, Manoel Mendes, Paulino Maria, José Helena e Horácio Mira. Em 1909, Pedro Domingues da Silva, conhecido como Pedro Mulato, e sua mulher, Idalina Maria de Jesus, compraram de Francisco Antônio Lima uma gleba de terra, ainda mata virgem, de 62 alqueires, estabelecendo-se na região.

A Fazenda Barra Mansa, de propriedade de José Paulino Castilho de Oliveira, era uma das maiores da região, em 1912. Ele e seus filhos Oliveiro, Waldemar e Noêmia tocavam a fazenda com a ajuda dos empregados Joaquim Bentão, Manoel Bragança, Theofilio Theodoro e Elizário José da Silva. e em, 1913, chegavam mais as famílias de Salomão Rodrigues Monteiro, Martiniano Paes de Oliveira, Ezau Ferreira Raisca e Roldão Pedro Nogueira.

Para povoar a vila, Leopoldina atraiu os moradores de uma vila chamada Espraiada, formada de trabalhadores e índios,. às margens do córrego Barreiro do Meio. Entre eles, estava o ferreiro José Pracídio casado com uma filha dos chefes dos índios, batizada com nome de Geralda no dia do casamento. Este casal morou em Capoeirinha até 1936.

Somente em 1920, chegavam de Barretos à Capoeirinha Ramillo Salles e seus irmãos e a família de João Andreza. Eles compraram de Pedro Mulato uma propriedade de 62 alqueires, conforme escritura datada de 7 de julho de 1921, na fazenda Cervinho de Cima. Compraram outra propriedade, conforme escritura de 1 de agosto de 1921.

Ao contrário de outras cidades, Sales não se formou em volta de um cruzeiro e uma capela. Somente em 4 de abril de 1923 foi erguido um cruzeiro de madeira por iniciativa de José Paulino, José Helena, Manoel Mendes Fernandes, Miguel Tarsitano, Paschoal Amêndola, Ramillo Salles, Joaquim Ramalho, José Moreira Luiz, Joaquim Limão e Cezário de Castilho e Estácio Taboas, que doou o cruzeiro.


Fonte: www.qfh.com.br;https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sales/historico